Por Júlio Cesar em 01/07/2021

A substituição das antigas lâmpadas usadas na iluminação pública por LED traz inúmeros benefícios à comunidade, ao cofre público e ao meio ambiente. Outro benefício é que a luz gerada por equipamentos LED é direcionada de forma eficiente por suas lentes, iluminando de forma correta apenas os locais onde se pretende iluminar. Essa eficiência minimiza alguns tipos de poluição luminosa, como a luz invasora. 

A luz invasora ocorre quando um ponto de luz não foca apenas no local que deve ser iluminado, mas se espalha para outros espaços. Quando a luz da iluminação pública invade um lugar onde não devia estar, como o quintal ou a casa de um morador, por exemplo, ela deixa de atuar na sua principal função. Afinal, o foco da iluminação pública são ruas, calçadas ou praças. Essas situações podem ser preocupantes quando se fala de saúde e ecossistema. Isso porque as luminárias acabam por interferir no ecossistema, colocando luz onde deveria permanecer escuro, afetando o ciclo circadiano de animais e plantas  —  o relógio biológico. Ele é responsável por coordenar o funcionamento do corpo ao longo de 24 horas e seu norte é baseado na variação de luz. Animais com bioluminescência, como o vaga-lume, também sofrem. Não é à toa que ele está desaparecendo em muitas regiões do mundo. Até mesmo nós, seres humanos, sentimos os efeitos desse excesso de exposição à luz, que atrai insetos e também prejudica a qualidade do sono. 

 Mas há como minimizar esses problemas. A principal função da iluminação pública é prover luz ou claridade artificial de forma adequada. Para isso, é necessária a análise criteriosa das características do local e estudo dos equipamentos necessários para os melhores resultados. Quando a prefeitura de uma cidade troca as luminárias antigas pelas de tecnologia LED, mais modernas e eficientes, contribui para esse equilíbrio, pois o LED oferece uma luz mais nítida em um raio menor, evitando escapes de luz a áreas que não devem ser iluminadas. Um projeto de LED na iluminação pública é capaz de oferecer soluções inteligentes agregando potência, rendimento, sustentabilidade, economia e o direcionamento do facho luz, permitindo que apenas os locais corretos sejam iluminados. 

 No Brasil, muitos municípios apostam nessa tecnologia e estão modernizando seus sistemas. Palhoça, em Santa Catarina, é um exemplo. A modernização do parque de iluminação pública, feita pela concessionária QLUZ, já promoveu a troca de mais de 16 mil pontos. O número representa 60% do total. Na cidade de Ribeirão das Neves, em Minas Gerais, a concessionária IP Minas avançou mais de 42% até maio deste ano em todo o parque de iluminação pública. Até agora, 10.958 luminárias foram substituídas por LED. A meta da IP Minas é atingir os 100% de tecnologia LED até o final de 2022. 

 A tecnologia ainda traz outros benefícios ambientais, por ser livre de metais pesados; ser composta por materiais recicláveis; e ter vida útil prolongada, diminuindo a necessidade de descarte. O trabalho de implantação segue protocolos rígidos conforme as normas ambientais vigentes, com o descarte enviado a empresas especializadas, que emitem certificado de descontaminação. Mudanças com custo para o Executivo, mas que geram benefícios econômicos, mais saúde e mais sustentabilidade. O futuro exige essa combinação.