Por Redação em 10/11/2020

Grandes cidades com cada vez mais carros acabam se tornando sinônimo de congestionamento. E não só os engarrafamentos nos fazem perder tempo, mas também aumentam a poluição emitida pelos automóveis, piorando a qualidade do ar nas cidades. Mas é possível aproveitar a tecnologia para desafogar o trânsito, seja com sinais inteligentes ou ajudando a fornecer informações para desvios no tráfego.

Entre as possibilidades estão os Sistemas Inteligentes de Tráfego (SIT) da ENGIE. Eles permitem, por exemplo, controlar os semáforos nas áreas com maior tráfego. Por meio da sincronização e controle, em tempo real, do tempo de abertura de cada sinal, o sistema aumenta a fluidez do trânsito. Além disso, ele reduz as emissões de CO2. Também é possível aliá-los a Painéis de Mensagens Variáveis (PMV) e sistemas fechados de TV, com imagens do trânsito.

Em Niterói, melhora de 30%

A implantação de um SIT em Niterói resultou em melhora de 30% na fluidez do tráfego nos principais cruzamentos da cidade. O sistema usa inteligência artificial nos semáforos e conta com um centro de controle de operações de mobilidade para a prefeitura. É para este centro que se enviam os dados e é a partir dele que se controla a infraestrutura de semáforos inteligentes.

“O diferencial em relação à tecnologia que víamos no Brasil até então é que o SIT é, de fato, uma tecnologia embarcada. O semáforo já se coordena com os outros ao redor, sem precisar de outra ação humana, como alguém apertar um botão, ele se faz sozinho”, explica Kevin Alix, gerente de desenvolvimento de negócios da ENGIE Brasil.

Outra vantagem da solução da ENGIE é que os semáforos estão interligados por fibra ótica e não em 3G e 4G. Segundo Alix, para a conexão por 3G ou 4G, é necessária uma espécie de modem, que conecta os sinais. Isso pode gerar instabilidades durante chuvas, o que, contudo, não acontece no caso da fibra ótica.

Tecnologia de trânsito adaptada para tempos de pandemia

Na cidade do Rio de Janeiro, a ENGIE atua em parceria com a prefeitura no Centro de Operações Rio (COR). O sistema integra em uma plataforma câmeras de segurança, painéis de mensagens variáveis, informações sobre o tráfego e outros dados.semáforo inteligente

Alix explica que o software da ENGIE permite orientar melhor o trânsito. Entre as funcionalidades, é possível acompanhar os sinais de GPS dos ônibus, e identificar vias alagadas ou mais congestionadas, permitindo que o trânsito seja desviado, o que garante melhor fluxo de veículos.

Com a pandemia do Covid-19, o sistema foi adaptado para que as câmeras monitorassem também a aglomeração de pessoas.

Evolução rumo às cidades inteligentes

Para o futuro, diz o gerente de desenvolvimento de negócios da ENGIE Brasil, o caminho é dar maior escala aos projetos de tráfego, agregando novos recursos. Uma das possibilidades, explica Alix, é que a infraestrutura cresça e os semáforos inteligentes se conectem a carros autônomos inteligentes.

Esse cenário se enquadra no das cidades inteligentes, que são, cada vez mais, uma realidade. Uma mostra disso é, por exemplo, a projeção do International Data Corp (IDC), para carros inteligentes. Espera-se que, nos próximos cinco anos, os veículos tenham conectividade para quase tudo, conforme a projeção do IDC.