Por Redação em 08/07/2021

De acordo com o Hydrogen Council, o hidrogênio verde responderá por cerca de 20% de toda a demanda de energia no mundo até 2050, estimulando a criação de um mercado avaliado em US$ 2,5 trilhões. Como o Brasil é um dos países com maior potencial de geração de energia elétrica renovável do mundo e considerado um dos que têm os menores custos marginais de produção, a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha está de olho em parcerias com empresas nacionais. 

De acordo com a representante do governo alemão, Peggy Schulz, esse é um ponto estratégico para o país europeu, que está investindo 9 bilhões de euros em parcerias para o desenvolvimento e tecnologias ligadas ao hidrogênio. “O consumo de hidrogênio é de 2,5TWh, mas estamos projetando que até 2030 teremos demanda de 90 a 110 TWh, ou seja, seremos um grande importador de energia. Queremos que essa energia seja verde”, disse a executiva, em evento da Câmara Brasil-Alemanha. 

Em sua avaliação, o Brasil pode ser um grande parceiro. Além do potencial de geração, um dos motivos do interesse dos alemães é o fato de que 60% das empresas do país que trabalham no desenvolvimento de hidrogênio verde têm subsidiárias por aqui, além de 95% das companhias globais.

Brasil lançará programa nacional do hidrogênio

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou em junho que o governo deve lançar em 60 dias as diretrizes do programa nacional de hidrogênio verde, de acordo com o previsto pela Resolução nº 6/21 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). “Projetos concretos de hidrogênio verde, alguns de grande envergadura, já começam a ser anunciados no Brasil. Seremos um dos principais players nessa área”, afirmou, durante evento promovido pela FGV Energia. 

As diretrizes devem prever normas de segurança, desenhos regulatórios e estrutura que permitam competitividade para uso do hidrogênio em grande escala. Entre elas, destacam-se regulamentações que precifiquem benefícios ambientais das fontes renováveis; mecanismos de reserva de mercado para energia especial e para a garantia da compra do hidrogênio verde (similar ao atual modelo de leilões de energia no Brasil); a introdução do hidrogênio verde como estratégia de armazenamento de energética elétrica; a inclusão do produto no programa RenovaBio, permitindo a escrituração dos CBios; e o estímulo ao financiamento dos projetos de hidrogênio verde, por meio de mecanismos de acesso às debêntures incentivadas.