Por Redação em 22/12/2020

Criado em 1995 no Brasil, o Mercado Livre de Energia é um ambiente especial de negociação, no qual vendedores e compradores podem negociar energia elétrica livremente entre si, em conformidade com a regulamentação do setor. Isso permite que empresas consumidoras industriais, comerciais e de serviços contratem energia elétrica diretamente de empresas geradoras e comercializadoras, dispensando a interação com distribuidoras.

Com maior poder de escolha, o consumidor livre pode negociar a quantidade de energia a ser adquirida conforme o perfil de consumo do seu negócio, adequando o período de fornecimento e o preço praticado, entre outros aspectos. Além disso, é possível assegurar a compra de energia no curto, médio e longo prazo, já prevendo as despesas com energia no período do contrato, o que facilita a gestão financeira. 

Outra vantagem é a possibilidade de contratar condições especiais para suprimento de energia, assegurando o atendimento às necessidades atuais e futuras das operações. A flexibilidade está entre os principais diferenciais em relação ao chamado mercado cativo – no qual a energia é fornecida exclusivamente pelas distribuidoras e o consumidor está sujeito a tarifas e demais termos de contratação regulados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em complemento, há ganho na gestão da energia, facilitada com a possibilidade de um único contrato atender a diversas unidades consumidoras (matriz e filiais, por exemplo).

Como fazer parte do Mercado Livre

Para ingressar no Mercado Livre de Energia, a empresa deve a atender a alguns requisitos relacionados, especialmente, a seu perfil de consumo. Uma vez atendidos esses requisitos, é fundamental encontrar um fornecedor confiável – geradora ou comercializadora – para que a migração ocorra de forma tranquila e segura.

A ENGIE, por exemplo, oferece duas modalidades de contratação. Na primeira, denominada “Atacadista”, a empresa cliente se associa à Câmara de Comércio de Energia Elétrica (CCEE), entidade responsável por operar o Mercado Livre. Assim, se torna um Agente da CCEE, atuando de acordo com suas regras e procedimentos. Na segunda, conhecida como “Varejista”, a empresa contratante se relaciona apenas com a ENGIE – que atua como representante do cliente junto à CCEE.

Opção sustentável

Além de economia, amplo poder de escolha, flexibilidade e previsibilidade de custos, o Mercado Livre de Energia oferece às empresas consumidoras a oportunidade de contribuir o uso de fontes renováveis de energia, contribuindo para a redução das emissões de carbono na atmosfera. Isso porque os consumidores livres têm a opção de contratar a chamada energia incentivada, que conta com subsídios para estimular a construção de usinas eólicas, solares e a biomassa, por exemplo.

Todas essas vantagens têm levado um número crescente de empresas a migrar do mercado cativo para o ambiente livre. Conforme a Associação Brasileira de Comercializadoras de Energia (Abraceel), dados de novembro registram alta de 22% no número de consumidores presentes no Mercado Livre nos últimos 12 meses. Ao todo, o Brasil soma cerca de 8,25 mil consumidores livres, que representam 32% de toda energia elétrica consumida no país. 

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