Por Redação em 11/02/2021

A capacidade de gerar energia no Brasil continuou a crescer no último ano, apesar da pandemia de coronavírus e de seus impactos na economia. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) superou a meta de expansão para a geração de energia no país em 2020. A agência liberou 4.932 MW para entrarem em operação ao longo do último ano. Assim, o total ultrapassou em mais de 800 MW o objetivo inicial da Aneel, que era de acrescentar 4.112,43 MW.

De acordo com a Agência, com essa potência seria possível abastecer 6,1 milhões de brasileiros. Ou seja, mais pessoas do que a soma da população da Brasília e de Salvador.

Ao todo, 20 estados inauguraram novas usinas. Os meses com maior expansão na geração foram março (1.605,9 MW) e dezembro (791,2 MW), informou a Aneel. E, em dezembro, a fonte eólica foi aquela com a maior entrada em operação comercial. Seus 549,9 MW de potência instalada representaram 69,37% do total do mês.

Dados da Aneel mostram que a maior expansão em 2020 foi da geração de energia térmica

No entanto, considerando 2020 como um todo, a fonte eólica foi a segunda com maior entrada em operação, somando 1.725 MW. A principal fonte em expansão de geração no último ano foi a térmica, com 63 usinas e 2.235,1 MW. Desse modo, respondeu por 45,3% de toda a nova geração do país em 2020.

Os estados com maior expansão na geração em 2020 foram Piauí (1.180,21 MW), Sergipe (1.515,64 MW), Rio Grande do Norte (641,83 MW), Bahia (539,76 MW) e Amazonas (230,49 MW).

Com as novas usinas, o país chegou aos 174.412,6 MW de capacidade instalada. As hidrelétricas continuam como a principal fonte da matriz brasileira, com 58,56%, com as térmicas em segundo lugar, respondendo por 25,24%.

E, apesar da forte expansão, a energia eólica ainda representa menos de 10% da matriz do país (9,64%), enquanto a solar responde por 1,87%.