Por Redação em 27/01/2020

O Atlas Eólico e Solar do Ceará estima em 1.363,2 TWh/ano o potencial de geração de energia eólica e solar no estado. O levantamento indica ainda potencial de 117 GW para capacidade de instalação de parques eólicos offshore em águas rasas no litoral do estado; de 94 GW, em relação aos sistemas eólicos onshore; e de 137 GW de sistemas híbridos (solar e eólico).

O trabalho foi desenvolvido em parceria com a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Conforme dados de janeiro da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Brasil possui uma capacidade instalada de energia eólica de 15,4 GW, dos quais 2,05 GW estão distribuídos em 79 parques localizados no Ceará, colocando o estado em 3o lugar do país em capacidade instalada desta fonte.

Em relação à energia fotovoltaica, o país tem, atualmente, 2,4 GW em capacidade instalada e conta com 209.109 unidades consumidoras em geração distribuída, o que confere ao Ceará a 9ª posição nacional.

O desenvolvimento massivo da geração solar e eólica pode tornar estado do Ceará exportador de energia. Porém, o aproveitamento destas fontes de energia requer complementação e coordenação com o desenvolvimento de outras fontes, renováveis ou não, de tecnologias de armazenamento energético, como baterias e reservatórios hidrelétricos.

Conforme o estudo, o desenvolvimento da indústria eólica offshore pode vir a atrair desenvolvimento de projetos na região, assim como em sistemas eólicos onshore.

Investimento em energia eólica no Ceará

Desde 2011, a ENGIE atua no Ceará, com o funcionamento de oito usinas eólicas, que constituem o Conjunto de Trairi. Atualmente,este complexo possui 212,6 MW de capacidade instalada e 102,3 MW médios de garantia física para comercialização.

No contexto internacional, a francesa Engie e a EDP de Portugal criaram, em maio de 2019, uma joint venture, para atuar com força global no desenvolvimento de energia eólica offshore. Embora o acordo não se aplique ao Brasil, a meta é conquistar o segundo lugar no ranking internacional neste segmento.