Por Redação em 09/04/2020

Contexto

Banco da Inglaterra busca promover financiamentos de projetos privados que auxiliem o Reino Unido a atingir a meta de zerar as emissões de carbono, porém a descarbonização é um desafio.

Com o objetivo de fomentar a transição energética para economia de baixo carbono, o Banco da Inglaterra busca apoiar  investimentos de projetos privados que se alinhem a esse movimento. Esta iniciativa tem como princípio apoiar o Reino Unido na meta de zerar as emissões de gases de efeito estufa até 2050. E é o foco da agenda da COP 26 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática), em Glasgow (Escócia), que estava prevista para ocorrer em novembro de 2020, mas foi transferida para 2021 (em data a ser divulgada), por causa da pandemia do coronavírus. 

Neste contexto, o Banco da Inglaterra sugere que as empresas, bancos, seguradoras e investidores precisarão ajustar seus modelos de negócios para minimizar suas emissões rumo à economia de baixo carbono. A decisão financeira deve levar em consideração as mudanças climáticas e a estrutura dos relatórios, gerenciamento de riscos e retornos e incorporarão critérios para auxiliar os financiamentos neste período de transição econômica.

O banco destaca que os financiamentos dos projetos são a única maneira para apoiar a transição energética, por meio de mudanças de atitudes, preferências do consumidor e política climática. Além disso, os mercados podem adotar critérios, a fim de minimizar os custos e facilitar a adaptação para a economia de baixo carbono.

Banco da Inglaterra vê recursos escassos para transição energética

A instituição financeira também aponta que o aumento da divulgação dos riscos climáticos pode restringir a disponibilidade de recursos dos projetos e investimentos que aumentem as emissões de gases de efeito estufa, como, por exemplo, os setores de energia, indústria, transporte, agricultura e construção civil.

“A cidade de Londres e o Reino Unido lideram o processo de transição para um futuro financeiro sustentável, mas ainda há muito trabalho a ser feito”, disse William Russell, prefeito de Londres. 

Em junho de 2019, o Reino Unido tornou-se a primeira região a aprovar uma lei que determinou zerar as emissões de gases de efeito estufa até 2050.

Para a próxima Conferência do Clima (COP 26), espera-se que os países signatários do Acordo de Paris apresentem o acompanhamento do processo de redução dos gases de efeito estufa, passados cinco anos quando foi estabelecido o compromisso global, na COP 21 em 2015.Com informações da S&P Global Platts.

Sobre a ENGIE

A ENGIE é a maior empresa privada de energia do País, atuando em geração, comercialização e transmissão de energia elétrica, transporte de gás e soluções energéticas e de infraestrutura. Além disso, a empresa está engajada proativamente em tornar-se líder na transição energética rumo a uma economia de baixo carbono. No mercado global, a empresa também é uma das líderes deste segmento, sendo referência em energia renovável e serviços de baixo carbono.

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