Por Redação em 06/11/2020

O Banco do Brasil estuda lançar novas licitações para usinas de energia solar. A instituição espera, com isso, reduzir seus gastos com a conta de luz. O edital incluiria usinas em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, informou o Valor Econômico. O banco quer adotar a energia solar também no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Espírito Santo.

O avanço da ideia, entretanto, aguarda as novas regras para a geração distribuída. Neste modelo, o consumidor gera a própria energia no local em que acontece o consumo ou próximo dele.

Possível cobrança de tarifa gera dúvida

A espera se deve à discussão sobre a cobrança da tarifa de uso do sistema de distribuição (Tusd). Atualmente, consumidores no segmento de geração distribuída não pagam Tusd da energia que fornecem à rede. Porém, as distribuidoras de energia querem que se cobre esta tarifa para que os custos não recaiam sobre os outros usuários.

José Ricardo Forni, diretor de suprimentos, infraestrutura e patrimônio do Banco do Brasil, explicou ao jornal que o banco quer investir em energia mais limpa. Porém ressalvou que “a questão econômica pesa” na decisão.

“Se a alteração regulatória for impor um custo isso vai, no mínimo, diminuir nosso apetite”, explicou Forni.

Banco do Brasil inaugurou primeira usina solar em março

A primeira usina de energia solar de geração distribuída do Banco do Brasil foi inaugurada em março deste ano. A energia que produz garante o fornecimento para 100 agências mineiras. O banco estima, com isso, uma economia de R$ 80 milhões ao longo de 12 anos.

Mas a história do Banco do Brasil com a energia solar não é novidade. Ainda em 2019, o banco abriu três editais para locação de uma usina de energia solar. Na ocasião, o BB afirmou ser “a primeira instituição do segmento público a realizar licitação no modelo de locação para geração distribuída”. O objetivo era alugar usinas no Distrito Federal e nos estados de Goiás e Pará, buscando uma economia de R$ 20 milhões.

O Banco do Brasil tem, contratados, sete projetos de energia solar, conforme a publicação. Juntos, eles somam uma capacidade de geração de gerar 42 gigawatts-hora (GWh) por ano.