Por Redação em 08/10/2020

A B3, a Bolsa de São Paulo, lançou em setembro seu terceiro índice de ESG (sigla que representa critérios ambientais, sociais e de governança). O indexador é fruto de uma parceria com o S&P Dow Jones, maior provedor de índices do mundo. A B3 já tinha outros dois índices nesta área: o ISE, de sustentabilidade das empresas, e o ICO2, ou Índice Carbono Eficiente.

O novo índice ESG, porém, é maior do que os dois anteriores. Enquanto o ISE tem 30 companhias, e o ICO2, 25, o S&P/B3 Brasil ESG é composto por 96 companhias, segundo o Valor Econômico. Nesta lista estão os de bancos, como Banco do Brasil e Bradesco, além de nomes do varejo, a exemplo de Carrefour Brasil, Grendene e Natura, conforme apurou o Valor.

Índice considera adesão a pacto da ONU

Para entrar na lista, os negócios precisam atender a alguns critérios. Em primeiro lugar, a empresa precisa fazer parte do S&P Brazil BMI (Broad Market Index), explicou a B3 em comunicado. E completou que ficam de fora aquelas “que não estão aderentes aos princípios do Pacto Global [da ONU] ou que fazem parte de setores específicos (tais como, armas, tabaco e carvão térmico)”. Uma vez definidas quais são elegíveis, há uma segunda peneira. Esta leva em conta a pontuação ESG do S&P Dow Jones, que se baseia na Avaliação de Sustentabilidade Corporativa. Só entram aquelas que tiverem pontuação suficiente nos critérios ambientais, sociais e de governança.

A superintendente de Sustentabilidade da B3, Gleice Donini, lembrou que os investimentos seguindo o protocolo ESG estão em crescimento não só no Brasil, mas também no mundo. “O ISE e o ICO2 já são referenciais da temática para os investidores, e nossa estratégia é proporcionar a eles mais uma alternativa nesse segmento”, afirmou no comunicado.

Petrobras fica de fora de índice ESG

O crescimento dos ativos em ESG dá uma ideia do aumento do apetite dos investidores. Um estudo recente do Morningstar mostrou que os ativos em fundos sustentáveis saltaram 25% no segundo trimestre do ano. Assim, eles chegaram ao montante recorde de mais de US$ 1 trilhão no fim de junho.

A B3 não tenha divulgou a lista completa das empresas que entraram no índice ESG. Contudo, a revista Exame informa que, após questionamento, a S&P confirmou que a Petrobras ficou de fora. Esta é a primeira vez que a petroleira fica fora de um índice deste tipo na B3, pois ela faz parte do ISE e do ICO2.