Por Redação em 24/06/2020

O Brasil subiu três posições no Índice de Atratividade dos Países em Energias Renováveis (RECAI, na sigla em inglês), passando da 19ª para a 16ª posição no ranking que classifica os 40 principais países do mundo em termos de investimentos e oportunidades de implantação de energias renováveis, fator importante para o processo de transição energética.

A cada dois anos, desde 2003 pela consultoria EY, o RECAI reflete a atratividade do mercado e as tendências do mercado global.

De acordo com o estudo, França e Reino Unido também subiram na classificação, passando, da 4ª para a 3ª posição e da 7ª para a 6ª posição, respectivamente. A China, que ocupava o primeiro lugar no ranking, foi superada, nesta edição do relatório, pelos EUA.

Pela primeira vez desde 2016, os EUA ocupam o topo do ranking. Segundo a consultoria em grande parte devido aos incentivos fiscais, ao crescimento de energia eólica offshore, e os planos de investimentos de US$ 57 bilhões para instalar até 30GW até 2030.

Ranking de energias renováveis incorpora impactos da Covid-19

O relatório deste ano, divulgado em maio, destaca os impactos negativos da pandemia da Covid-19 nos investimentos de curto e médio prazo. No entanto, segundo a consultoria, no longo prazo, as perspectivas de investimentos em energias renováveis permanecem consistentes, tornando o setor um destino seguro para investimentos.

Segundo a EY, a crise econômica decorrente da pandemia representa um efeito amortecedor de curto prazo na transição de energia renovável, e por isso foi adicionado, nesta edição do RECAI, novo parâmetro de correção.

O novo critério analisa os dados do sistema de saúde de cada mercado, o tamanho da população em risco com base na demografia e a vulnerabilidade econômica dos países avaliados. Porém, não incorpora dados da pandemia, ou seja, testes realizados, número de casos e mortes relatadas.