Por Redação em 14/12/2020

Para o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),Gustavo Montezano, o Brasil tem que “liderar a agenda ESG”.  Atualmente, o ESG é um fator-chave na decisão de investimento de diferentes fundos e empresas. A sigla, em inglês, se refere a valores ambientais, sociais e de governança.

O país “vai liderar a agenda de finanças verdes no mundo”, afirmou o executivo, durante o evento Macrovision 2020, segundo o jornal Valor Econômico.

O ESG é, cada vez mais, uma espécie de bússola que guia os investimentos. A Bolsa de São Paulo, por exemplo, já conta com três índices relacionados ao tema. Já a Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, informou que cobrará práticas ESG das empresas em que investe.

ESG no Brasil: Amazônia de pé e olho no social

Além disso, o incentivo para a mudança vem também do lado dos resultados das empresas que adotam estas práticas. Já foi mostrado que o suposto dilema entre responsabilidade e rentabilidade, na verdade, não existe, e que companhias com melhores práticas tendem a ter melhores resultados.

A liderança do Brasil nas finanças com foco ESG, contudo, não acontecerá fortuitamente, mas sim em função das características do país. Na avaliação de Montezano, o Brasil se destaca na comparação com outros emergentes por ter, por exemplo, “um mercado de capitais desenvolvido”. Ele cita, ainda, o regime democrático do país.

Na avaliação do presidente do BNDES, o mercado de finanças verdes ainda está em desenvolvimento. Assim “os produtos financeiros ainda estão sendo desenhados”. “Temos uma baita oportunidade para um país como o Brasil. Temos que liderar essa agenda ESG”, afirmou.

A respeito da Amazônia, o executivo defendeu que, para “manter a floresta de pé”, o país precisa cuidar das pessoas. E lembrou que “a questão social porém é uma condição necessária para que a sustentabilidade ambiental seja possível”.