Por Redação em 01/10/2020

A busca por investimentos ESG (sigla em inglês para governança ambiental, social e corporativa) já faz parte da cultura de investidores pelo mundo.  “Um empreendedor sério não tem interesse de carregar com ele um projeto com um monte de passivos ambientais ou sociais”, afirmou Karine Bueno, head de Sustentabilidade do Santander, em live, acrescentando que certos investidores já excluem do portfolio setores intensivos em carbono.

Segundo ela, só no ano de 2019, o Santander contabilizou R$ 13,6 bilhões de operações de iniciativas ligadas a melhoria de impacto social e ambiental. “Além disso, nós financiamos ou viabilizamos R$ 4,5 bilhões em renováveis”, afirmou. “Esse é um setor muito importante para nós”, disse.

Ralph Rosenberg, sócio–fundador da Perfin, fundo de investimentos focado em infraestrutura e energia, confirmou a preferência por empreendimentos em energia renovável.  “Questões ambientais e sociais estão cada vez mais enraizadas no dia a dia das empresas e no radar dos investidores”, afirmou.

Investidores ESG querem retorno com responsabilidade

Para o diretor-presidente da ENGIE Brasil Energia, Eduardo Sattamini, ativos renováveis, no longo prazo, trarão um retorno maior que os ativos com base em combustíveis fósseis. “De uma maneira geral, essa seria abordagem do investidor: ele quer o retorno, mas ele quer com responsabilidade, porque ele sabe que assim ele garante a sustentabilidade do negócio”, explicou.

“É preciso o olhar de fazer algo que melhore a realidade das coisas”, afirmou, lembrando que existe sempre a componente sócio ambiental nos empreendimentos da ENGIE. “A ENGIE quer ser lembrada como um empreendedor que veio e melhorou a região. E acho que temos bastante sucesso nisso. A ENGIE é muito bem vista em relação a isso”, afirmou.

O executivo lembrou que as preocupações ambientais e sociais não são novidades para a ENGIE. “Já faz muito tempo que a gente lida com isso. Pela natureza do nosso negócio, uma empresa de geração de energia, nós lidamos com impactos ambientais e sociais há muito tempo”, explicou.

Há quatro anos, a ENGIE definiu, globalmente, a estratégia dos 3 Ds – Descarbonização, Descentralização e Digitalização – descentralização, digitalização e descabonização. “A gente vem, já há algum tempo, buscando o crescimento em energia renováveis, soluções para nossos ativos de carbono e para melhorar e implementar a jornada de descarbonização de nossos clientes. tudo isso está ligado aos pilares do ESG”, concluiu.