Por Redação em 14/01/2021

A captura de carbono cresceu 33% globalmente em 2020. A conclusão está em um relatório do Global CCS Institute, um think tank que se dedica a questões a respeito da captura e armazenamento de carbono. Este é o terceiro ano consecutivo de aumento, diz o relatório. De acordo com o texto, a região da Ásia Pacífico e a Europa puxaram o movimento de alta este ano.

Como o nome sugere, a captura de carbono pega o dióxido de carbono da atmosfera e o armazena, reduzindo, assim, a quantidade deste gás no ar. Na reunião do Fórum Econômico Mundial no começo do ano, uma das conclusões finais foi que a captura e armazenamento de carbono deve ser usada de forma intensiva nos próximos 30 anos para que se cumpram as metas climáticas.

Ao todo, há 65 projetos comerciais de captura de carbono “em variados estágios de desenvolvimento” em todo o mundo, aponta o relatório. E os 26 que estão em operação capturam quase 40 milhões de toneladas de CO2 por ano.

Portanto, os números mostram que os esforços para descarbonizar a indústria não sofreram impacto, “apesar das adversidades” de 2020, avalia Brad Page, CEO do Global CCS Institute. “Um dos maiores fatores gerando este crescimento é o reconhecimento de que alcançar o nível líquido de zero emissões é urgente, porém inalcançável sem reduções de CO2 por parte de setores intensivos em energia”.

Estados Unidos é destaque em ranking de captura de carbono em 2020

Ainda de acordo com o relatório, houve aumento do interesse e do apoio por projetos de captura de carbono na Europa. Enquanto a Noruega deu sinal verde para um projeto, o Reino Unido separou uma parte de seu orçamento para iniciativas neste setor. Além disso, houve a primeira convocação para o Innovation Fund da União Europeia. O fundo tem capital de € 10 bilhões e a expectativa é que ele ajude também a financiar projetos de captura de carbono.

Já na Ásia Pacífico, as parcerias entre países e empresas continuam a ganhar força. E não só elas promovem avanços em aspectos técnicos como também em questões regulatórias. O think tank destaca o progresso nas políticas e investimentos no setor no Japão e na Austrália.

E, enquanto os Estados Unidos respondem por nada menos do que 12 dos projetos em operação hoje, o Brasil tem apenas um.