Por Redação em 25/09/2020

Entre as metas definidas pelo Chile para sua política energética estão ser líder na produção de hidrogênio verde e se tornar exportador deste combustível. O objetivo está alinhado com outra meta do país: zerar as emissões até o fim do prazo, em 2050. Para isso, o país vai usar fontes renováveis para produzir hidrogênio, informou o ministro da Energia chileno, Juan Carlos Jobet, segundo a agência Deutsche Welle.

Em videoconferência, Jobet apresentou as estratégias para usar a energia solar e eólica geradas no país para produzir hidrogênio verde. Assim, o Chile poderia diminuir sua dependência dos combustíveis fósseis, hoje responsáveis por 70% do consumo energético do país.

Produção de hidrogênio no Chile terá parceria com empresas

O plano do governo chileno para impulsionar a produção de hidrogênio verde está baseado em quatro pilares, explica o Correio Braziliense: a regulamentação para a produção de hidrogênio verde; a transferência de conhecimento e inovação; o fomento da produção do combustível; e o desenvolvimento social.

Nesta tarefa de produção de hidrogênio, o Chile contará com a ajuda do setor privado. “Hoje, há mais de 20 companhias chilenas com projetos de hidrogênio verde no país”, disse Jobet, acrescentando que o governo vem  auxiliando as empresas a superar barreiras  administrativas e burocráticas. “Estamos ajudando-as a conseguir fundos com organismos internacionais e estabelecendo alianças internacionais”, acrescentou o ministro.

Chile mostra preocupação com a população

O governo chileno, entretanto, diz não querer a transição a qualquer custo. O país elabora uma Estratégia de Transição justa para que as ações de desativação de usinas a carvão causem o menor impacto possível para os cidadãos que trabalham nelas. “Não podemos esquecer que, nessas localidades, muitas pessoas estão vinculadas laboralmente a essas centrais, por isso devemos resguardar os direitos dos mais vulneráveis”, afirmou Jobet em junho.

Desde 2015, o Chile tem uma política energética de longo prazo, com metas para 2050. No entanto, algumas metas já foram alteradas dadas as mudanças rápidas no setor. “É incrível que, há cinco anos, pensávamos que iríamos alcançar uma participação de 70% das energias renováveis em 2050, e agora vemos que é muito provável que alcancemos esta meta 20 anos antes”, concluiu Jobet.