Por Redação em 29/07/2020

No Chile, o setor de transportes representa 24,5% das emissões de gases de efeito estufa e os ônibus elétricos chegaram às ruas em 2019, como parte de um plano para cortar emissões e reduzir a poluição do ar. Até 2040, o país busca ter uma frota totalmente elétrica em seu sistema público de transporte.

“Para enfrentar decisivamente a mudança climática, a mobilidade elétrica é essencial. Estamos dando um salto em direção a um sistema de transportes mais limpo, mais eficaz e sustentável”, afirmou, no ano passado, Carolina Schmidt, ministra do Meio Ambiente do Chile e presidente da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP25.

Como parte de seu plano energético nacional, o Chile também se comprometeu com um aumento de 40% da quantidade de veículos elétricos particulares.

Da frota atual do Chile, a ENGIE forneceu 100 ônibus elétricos, e foi responsável ela instalação e manutenção da infraestrutura de recarga elétrica, fornecida com energia renovável 100% certificada. “Santiago está na vanguarda da transição energética na América Latina e a ENGIE tem orgulho de ser um parceiro na melhoria sua qualidade de vida ”, afirmou, no ano passado, Pierre Chareyre, vice-presidente executivo da ENGIE, responsável pelas unidades de negócios Global Energy Management e América Latina.

Maior frota da América Latina

O Chile é o país que está mais avançado em relação à mobilidade elétrica na área de transporte urbano na América Latinam e possui, hoje, a maior frota de ônibus elétricos (452), seguido do Brasil (247), México (238), Equador (105), Colômbia (92), Argentina (88), entre outros. De acordo com o projeto E-Bus Radar, liderado pelo Laboratório de Mobilidade Sustentável da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a América Latina possui hoje 1.229 ônibus elétricos em circulação espalhados por dez países.

Mobilidade pública elétrica em alta na América Latina

De acordo com a ONU, a mobilidade pública elétrica está em alta em outras partes da América Latina. Guayaquil, a cidade mais populosa do Equador, lançou em março de 2019 uma frota de 20 ônibus elétricos, que irão transportar 10.500 usuários todos os dias. Na Colômbia, a cidade de Cali irá completar uma frota de 125 unidades neste ano, enquanto Medellín já comprou 64 ônibus do tipo.

A Costa Rica prometeu ter uma frota de ônibus e táxis totalmente elétrica até 2050. Outros países também estão apresentando incentivos para consumidores, como o Peru, onde um imposto sobre veículos elétricos foi suspenso em 2018.

A ONU Meio Ambiente, através de sua plataforma MOVE, e com apoio do projeto Euroclima+, está ajudando Argentina, Colômbia e Panamá com suas estratégias nacionais de mobilidade elétrica.

Segundo a ONU, um ônibus elétrico pode evitar até 60 toneladas de emissões de carbono todos os anos. Um veículo elérico representa o equivalente às emissões de 33 ônibus movidos a  diesel.