Por Redação em 20/07/2021

Instalada em Nova Iguaçu (RJ), a usina de biogás gera eletricidade a partir de resíduos orgânicos, oriundos do aterro sanitário local, que recebe, diariamente, 4.500 toneladas de resíduos de diversos municípios da Baixada Fluminense. A perspectiva, segundo a Claro, é de que a nova usina, que passou a operar em junho, evite a emissão de mais de 15.723 toneladas de gás carbônico no período de um ano.

Além disso, o empreendimento contribui para reduzir o custo de tratamento de resíduos e evitar emissões de metano, um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa. A usina, construída e operada pela RZK Energia, tem autorização para gerar até 4,65 megawatts médios (MWm) de energia, que irão abastecer 2.991 unidades da Claro, entre torres de telefonia, datacenters e outras estruturas operacionais.

Modelo de geração distribuída

A operação segue o formato de Geração Distribuída (GD). Nesse modelo, a produção de energia é realizada próximo ao centro do consumo, reduzindo custos e evitando perdas técnicas nos processos de distribuição e transmissão.

Além disso, a iniciativa contribui para o desenvolvimento sustentável. Hoje, o biogás ainda tem participação pequena na matriz energética brasileira, apesar do seu grande potencial. De acordo com dados do Ministério de Minas e Energia, o biogás e a biomassa são responsáveis por quase 9% da energia gerada no país, mercado liderado pelas hidrelétricas (61%).

Energia da Claro promove uso de fontes limpas

A iniciativa faz parte do programa “A Energia da Claro”, lançado em 2017 e considerado o maior projeto de Geração Distribuída do Brasil. Ele estabelece o uso de fontes renováveis (energia solar, hidrelétrica, biogás e cogeração qualificada) e ações de proteção ao meio ambiente em todas as operações e instalações da empresa no Brasil.

No ano passado, o programa alcançou a marca de 40% de geração própria nas unidades de baixa tensão. Além de adquirir energia no mercado livre, onde a empresa compra 100% de energia renovável, o programa inclui usinas em praticamente todas as regiões do Brasil (com exceção do Norte).

“A Claro tem o compromisso de reduzir a emissão de poluentes na atmosfera e, com isso, colaborar com o controle das mudanças climáticas. Nosso objetivo é ser autossuficiente em energia limpa e, assim, colaborar com a preservação dos recursos naturais”, disse Hamilton Ricardo Pereira da Silva, diretor de Infraestrutura da Claro, em release encaminhado à imprensa.