Por Redação em 01/06/2021

Com a meta de reduzir emissões de gases de efeito estufa por tonelada de quilômetro útil (TKU) em 15% até 2023, a operadora logística Rumo captou R$ 1,5 bilhão por meio da Sustainability-Linked Debenture (“SLD”). Com isso, ela se tornou a primeira empresa brasileira de logística a obter recursos por meio da Lei 12.431/2011, que regulamenta o mercado de debêntures incentivadas e amplia as alternativas de financiamento em recursos de longo prazo.

O aporte SLD será dividido em duas etapas de R$ 750 milhões, sendo que a segunda tem prazo de dez anos e dois meses para ser aplicada, o que a torna a captação incentivada mais longa e de maior volume de SLD já feita no mercado nacional.

“A meta reforça os compromissos com as práticas ambientais, sociais e de governança corporativa (ESG), antecipando em dois anos o compromisso anunciado no último Relatório de Sustentabilidade”, informa a empresa em comunicado oficial.

De acordo com Ricardo Lewin, vice-presidente financeiro e diretor de relações com investidores da Rumo, a iniciativa demonstra o potencial do mercado de títulos ESG no direcionamento de recursos para projetos sustentáveis de infraestrutura. “A antecipação da meta é ambiciosa e nos motiva a tornar a operação ferroviária cada vez mais eficiente e sustentável”, diz.

Empresa começou a reduzir emissões com modernização da frota

Em menos de um ano, esta já é a segunda captação de recursos da Rumo para tornar o modal ferroviário mais limpo e eficiente. Em 2020, a empresa fez a captação de US$ 500 milhões e emitiu o primeiro título verde da história das ferrovias de cargas da América Latina, com certificação pela Climate Bonds Initiative (CBI).

Desde que assumiu a concessão, em 2015, a Rumo reduziu em 26% o número de emissões específicas (equivalente a 750 mil toneladas de CO2). Grande parte dessas melhorias são atribuídas às iniciativas tecnológicas focadas na eficiência e segurança das operações.

A empresa conta com uma frota de mais de 270 locomotivas equipadas com os sistemas start/stop e Trip Optimizer (condução semiautonôma), além de sistemas como uso de inteligência artificial para escalas de maquinistas e que otimizam o tempo das operações. “Os resultados decorrem dos investimentos constantes na revitalização e modernização das nossas frotas nos últimos anos. A utilização de novos modelos de trens e as melhorias na infraestrutura das nossas operações, além do investimento em tecnologia e inovação, foram essenciais para que a operação fosse certificada e viabilizada”, explica Lewin.

Para a certificação ESG, a Rumo contratou uma certificadora independente que emitiu SPO (“second party opinion”), documento que atesta as iniciativas da Companhia e a meta de redução de emissões de carbono para 2023.