Por Redação em 14/07/2020

Flexibilidade na negociação e previsibilidade de custos são algumas das vantagens para as empresas no Mercado Livre de Energia  –  onde vendedores e compradores podem negociar energia elétrica livremente entre si.

Nesta modalidade, um único contrato pode atender a diversas unidades consumidoras, como sua matriz e filiais, através da opção de Comunhão de Cargas.

A comunhão de cargas é uma vantagem para empresas industriais, comerciais e de prestação de serviços de pequeno ou médio porte que desejam migrar para o Mercado Livre, porém, suas unidades consumidoras individualmente não atenderiam ao critério mínimo de demanda.

Isto é, a comunhão de cargas permite a soma do consumo mensal de suas unidades para atingir o mínimo de demanda elegível.

Entenda a soma para Comunhão de Cargas

Mas, afinal, qual é a demanda mínima? Antes, vamos explicar para você como funciona essa condição no Mercado Livre de Energia. Há requisitos importantes que trazemos neste conteúdo, incluindo alguns exemplos na prática que vão lhe ajudar a identificar se a sua empresa é apta ou não, continue acompanhando.

Conheça os requisitos do Mercado Livre de Energia para Comunhão de Cargas

Uma conta rápida que ajuda a entender se a sua empresa é elegível ao Mercado Livre de Energia ou não, é somar a conta de luz mensal de suas unidades consumidoras.

Atingiu R$40.000,00 ou mais? Este pode ser um indicativo de que há demanda suficiente para a migração através da comunhão de cargas. Compreenda abaixo os principais requisitos para migração.

Acesso para empresas descobrirem se são elegíveis para MLE

Para a sua empresa migrar para o Mercado Livre de Energia, ela precisa atender a algumas condições como: registrar-se na CCEE, tornando-se um Agente do Mercado Livre de Energia (Agente CCEE); ou migrar através de uma Comercializadora Varejista (por exemplo, a ENGIE), a qual faz a representação da empresa consumidora perante a Câmara.

Nesta modalidade, classificam-se consumidores de duas formas:

  1. Consumidores livres: são os consumidores atendidos em alta tensão e com demanda contratada com a distribuidora igual ou superior a 2 MW.
  2. Consumidores especiais: são os consumidores atendidos em alta tensão, com demanda contratada igual ou superior a 0,5 MW e que contratem seu fornecimento de energia exclusivamente a partir de fontes incentivadas, como pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), biomassa, eólica ou solar. Para saber se a sua empresa se encaixa neste grupo, entenda os dados que aparecem na sua fatura de energia.

Deste modo, a possibilidade da comunhão de cargas se enquadra no consumidor especial, isto porque existe a condição de somar suas unidades consumidoras para atingir o mínimo de demanda.

A soma mínima para Comunhão de Cargas

Você deve estar se perguntando: caso a minha empresa não atenda ao requisito mínimo de demanda, então ela não poderá migrar para o Mercado Livre?

Veja bem, se você tem apenas uma unidade consumidora e não gera o mínimo de demanda (0,5 MW), significa que a sua empresa ainda não é elegível. No entanto, se há mais de uma unidade consumidora, seguindo o exemplo da matriz e suas filiais, a sua empresa poderá usufruir da vantagem da comunhão de cargas.

Nesta opção, unidades consumidoras com o mesmo CNPJ ou localizadas em área contígua (sem separação por vias públicas) podem somar as suas cargas para atingir 0,5 MW – nível mínimo de demanda para se configurar um consumidor especial.

Por exemplo: uma rede comercial com cinco lojas (todas com o mesmo CNPJ), cada uma com 100 kW de demanda contratada, poderá se tornar um único consumidor especial por comunhão de cargas, já que somadas as demandas atingem o requisito de 500 kW (ou 0,5 MW). Esses dados podem ser compreendidos por meio da sua fatura de energia.

Assista ao vídeo abaixo e obtenha mais detalhes sobre como funciona a Comunhão de Cargas

Uma unidade consumiu mais do que o previsto? Saiba mais sobre alocação da energia contratada

Outro ponto que não podemos deixar de ressaltar é a possibilidade de alocação da energia contratada entre as unidades consumidoras atendidas em um mesmo contrato através da comunhão de cargas.

Isto significa que é possível realizar estratégias de distribuição de energia de acordo com o consumo de cada unidade, maximizando o resultado de sua empresa em comparação com o Mercado Cativo. Sendo assim, o consumidor não terá a necessidade de contratar mais energia, somente para atender a uma unidade que consumiu mais do que o previsto.

Ficou com dúvidas? Entre em contato com nossos especialistas e conheça a solução ENGIE que oferece facilidade na migração para o Mercado Livre, além de uma economia significativa todo mês. 

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