Por Redação em 29/12/2020

Regulamentada pelo Protocolo de Quioto – tratado internacional assinado em 1997 e revisto em 2005 –, a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) ocupa cada vez mais espaço na agenda de gestão ambiental de organizações de todo o mundo. A preocupação se justifica: sem o empenho das empresas, se torna inviável frear as mudanças do clima causadas, especialmente, pela emissão de gás carbônico (CO2) decorrente de atividades produtivas.

Para facilitar esse esforço, um aliado importante é o Inventário de Emissões de GEE, estudo que permite identificar as principais fontes de emissão de GEE envolvidas nas operações de uma determinada organização. Feito esse mapeamento, os próximos passos são quantificar, monitorar e reportar emissões.

Quando realizadas de forma periódica – em geral, os inventários são elaborados anualmente – essas práticas promovem uma gestão ambiental mais efetiva. Isso porque a empresa inventariante passa a contar com informações confiáveis para balizar ações voltadas a reduzir ou compensar/neutralizar emissões de carbono, um caminho não apenas admirado por consumidores conscientes, mas cada vez mais estimulado pelo mercado financeiro – vale lembrar, por exemplo, das diversas linhas de crédito que beneficiam empresas comprometidas com o tema.

Escopos

Além de definirem um ano-base, a fim de comparar o desempenho em períodos futuros, as diretrizes para elaboração do Inventário de GEE oferecem às empresas uma série de recomendações técnicas, como a definição dos limites do estudo e a exclusão de fontes e sumidouros, por exemplo. Entre as orientações mais relevantes está a definição do chamado escopo de emissão, que pode ser classificado em três categorias:

– Escopo 1: Emissões diretas de GEE provenientes de fontes que pertencem ou são controladas pela organização.

– Escopo 2: Emissões indiretas de GEE provenientes da aquisição de energia elétrica da rede ou de vapor.

– Escopo 3: São emissões indiretas de GEE, vinculadas a atividades da organização, mas decorrentes de fontes sobre as quais ela não tem controle.

As orientações sobre o escopo do Inventário foram estabelecidas no Greenhouse Gas Protocol (GHG Protocol), Protocolo de Gases de Efeito Estufa em português, documento lançado em 1998 com a missão de desenvolver um padrão de contabilização e divulgação de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) aceito globalmente.

Soluções para avançar

Depois de conhecer o resultado do Inventário de Emissões, as empresas empenhadas em melhorar o desempenho nesse quesito costumam desenvolver ações em dois eixos essenciais. O primeiro tem foco na redução das emissões, a partir do desenvolvimento de ações estratégicas, como, por exemplo, ampliar a eficiência energética e dar preferência a fontes renováveis de energia – desde o etanol para abastecer a frota de veículos, em vez da gasolina, até o uso de energia elétrica gerada a partir de usinas hidrelétricas, eólicas, solares ou a biomassa.

O segundo o eixo de ação está centrado na compensação de emissões de GEE, também chamado de neutralização, a partir de projetos desenvolvidos externa ou internamente. O plantio de árvores e a utilização de créditos de carbono estão entre as formas mais usuais de compensação. Vale destacar que enquanto uma redução impacta diretamente o inventário, referente aos escopos 1 e/ou 2 da empresa, a compensação não altera esses números – por isso essas informações costumam ser reportadas separadamente no estudo. Comprometida com a descarbonização não apenas das próprias operações, mas também das atividades de seus clientes, a ENGIE oferece soluções para neutralização, compensação e redução de emissões de carbono – Certificados de Energia Renovável (I-REC), os Contratos de Energia Renovável (ENGIE-REC) e os Créditos de Carbono. Quer saber mais? Clique aqui!