Por Redação em 02/10/2020

A cidade de Blumenau, em Santa Catarina, ganhou cabos de alumínio no sistema de iluminação pública em um ponto bastante conhecido, o Viaduto da Mafisa. O novo cabeamento substitui os condutores feitos de cobre, e seu uso traz algumas vantagens.

Embora os cabos de cobre conduzam melhor a energia do que o alumínio, este é mais leve. Portanto, ele é mais recomendado para casos como o de Blumenau, em que a iluminação do viaduto foi feita em rede aérea. O menor peso diminui a carga nos postes que sustentam o sistema, explica a nota dos Consórcios SQE LUZ e SQF LUZ, formados pela ENGIE e pela Quantum Engenharia.

Cabos de alumínio reduzem chance de roubo

Outra vantagem dos cabos de alumínio é em termos de segurança contra roubos. Uma vez que o alumínio é mais barato e leve que o cobre, ele se torna menos atraente para ladrões de cabo. Estes cortam os fios e vendem o material por peso em ferros velhos. Esta prática não só causa falta de energia como pode acabar elevando a tarifa de energia elétrica, uma vez que aumenta o custo de manutenção para as empresas fornecedoras do serviço.

A troca de cabos de cobre pelos de alumínio já foi feita com sucesso em outras cidades atendidas pelos consórcios, que atuam em áreas de São Paulo e Santa Catarina.

Iluminação inclusiva

Uma dessas cidades é Santos, onde o consórcio SQF LUZ fez uma iluminação inclusiva. Uma praça do Jardim Botânico Chico Mendes ganhou luzes adequadas às pessoas com autismo. Aqueles que têm Transtorno do Espectro Autista costumam, por exemplo, ser mais sensíveis a sons ou luminosidade fortes. Em entrevista à VTV, João Paulo Assis, gerente do SQF Luz, explicou que as lâmpadas usadas atendem às exigências de iluminação, mas com potências menores para dar mais conforto às crianças com autismo.

A área, de 600 metros quadrados é, conforme a prefeitura de Santos, o primeiro parque infantil acessível da cidade. Entre as adaptações estão chão com piso tátil, placas com braile e acessibilidade para cadeiras de rodas.