Por Redação em 11/02/2021

O consumo de energia elétrica no Brasil somou 474.231 GWh em 2020. O volume corresponde a uma queda de 1,6% na comparação com o consumo de energia em 2019. Os dados são da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Primeiramente, a queda no consumo de energia em termos relativos foi puxada por comércios e serviços. Esse segmento registrou queda de 10,5% em relação a um ano antes. O desempenho mostra que o setor foi um dos mais atingidos pela pandemia de Covid-19.

Por outro lado, com mais pessoas em casa em razão da pandemia, o consumo de energia residencial cresceu 4,1%, para 148.223 GWh. Ou seja, esse foi o único segmento que registrou crescimento em 2020.

Consumo na indústria volta a cair

O segmento industrial apresentou mais um ano de queda, 1,1% ante 2019. Em termos relativos, o setor automotivo foi o principal responsável pela queda. O setor registrou consumo de energia 18% inferior ao ano anterior. Assim, o desempenho confirma a queda de 26% nas vendas de veículos durante o ano. Os ramos têxtil e de fabricação de produtos de metal, caíram 7% e 8%, respectivamente.

O fato é que o Brasil vem passando por um processo de desindustrialização ao longo dos últimos anos. Assim sendo, promissora na década de 1980, a indústria brasileira entrou em declínio. Em 2019, a indústria representava 22% do PIB. O processo está relacionado aos choques econômicos vividos pelo mercado nacional nos anos 1980 e a abertura comercial no começo dos anos 1990.

Consumo de energia no mercado livre cresce em relação ao cativo

O ano de 2020 marcou um crescimento do mercado livre de 1,03%, para 207 mil MW médios. Dessa forma, a fatia de consumo cativo permanece maior que a livre considerando todas as classes de consumo de energia elétrica.

Embora seja uma tendência, o crescimento do mercado livre no Brasil embute riscos e oportunidades. Entre os riscos está a possibilidade de o consumidor contratar mais ou menos energia do que utilizou causando penalidades e gastos desnecessários. Entre as vantagens está a livre negociação de preços da energia.

Como calcular o consumo de energia

O consumo de energia é um custo importante na maioria dos negócios. Assim, sobretudo fábricas e indústrias precisam saber como calcular a eficiência energética, com o objetivo de calcular o consumo de energia de suas plantas.

Portanto, se uma fábrica não analisa sua eficiência energética, as ações voltadas para melhorar os resultados ficam mais restritas e afetam o orçamento.

Por isso, é importante que as empresas contratem um serviço de gestão para auxiliar na mensuração dos gastos. Dessa forma, as empresas podem ter um valor preciso sobre quanto é consumido em cada setor. A partir desse conhecimento, é possível elaborar estratégias para tornar cada ambiente mais eficiente, mantendo o nível de produção.

A melhor maneira de saber quanto se paga pela energia é nas resoluções homologatórias da Aneel. Nelas, o consumidor pode verificar os os valores a cada ano em cada uma das distribuidoras. Além disso, o consumidor pode calcular a parcela da TE (tarifa de energia que reverte os custos de geração) e somar com a TUSD (tarifa referente à transmissão e à distribuição). Somando esses custos com todos os impostos, tem-se o valor total pago por kWh.

Esses são os impostos cobrados na tarifa de energia elétrica: ICMS, PIS e Cofins. Primeiro, soma-se o TE+ TUSD obtido na resolução da Aneel e dividir por 1000. Em seguida, soma-se o valor dos impostos.

Como calcular o consumo de energia no mercado livre

A fórmula acima vale para o mercado cativo. No mercado livre, porém, adiciona-se o preço da energia no mercado livre ao TUSD. O restante do cálculo é exatamente o mesmo.

O cálculo impacta a conta de luz conforme as horas utilizadas pelo equipamento. Se houver um erro no valor do kWh, haverá falha no tempo de retorno do investimento realizado e na previsão de total do consumo mensal.

Mercado livre

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