Por Redação em 04/02/2021

Reduzir ou eliminar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) está entre os principais desafios das empresas que buscam melhorar a performance ambiental – e, assim, contribuir para frear as mudanças do clima e seus impactos. Adotar fontes renováveis de energia e soluções que ampliem a eficiência energética e reduzem emissões são caminhos assertivos para isso. Ainda assim, algumas emissões são inevitáveis, inerentes ao processo produtivo, e podem ser compensadas.  

Os Inventários de Emissão de Gases de Efeito Estufa constituem uma ferramenta importante para identificar e mensurar emissões. Ao quantificar o total de CO2 emitido em atividades próprias e na cadeia de valor, a empresa tem clareza quanto ao volume a ser compensado, por meio de diferentes soluções.  

Para apoiar nesse processo, a ENGIE oferece três opções a empresas clientes: Créditos de Carbono, Certificado de Energia Renovável (I-REC) e Contratos de Energia Renovável (ENGIE-REC).  

Ao adquirir um crédito de carbono, o cliente pode compensar emissões dos escopos 1, 2 ou 3 de seu Inventário – para entender melhor os escopos, clique aqui. Os créditos são gerados a partir de empreendimentos da ENGIE cadastrados como Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), na Organização das Nações Unidas. No final de 2020, a Natura, por exemplo, firmou parceria com a ENGIE para comprar créditos de carbono e, assim, compensar as emissões envolvidas na fabricação de cosméticos. Saiba mais aqui.  

[Na próxima semana, publicaremos uma matéria com informações mais detalhadas sobre créditos de carbono. Não perca! ] 

Certificados e Contratos de Energia Renovável

Se o objetivo é zerar emissões de Escopo 2 – indiretas, provenientes da aquisição de energia elétrica da rede ou de vapor – a empresa pode contar com os I-RECs ou ENGIE-RECs – em tempo: a sigla “REC” vem do termo em inglês Renewable Energy Certificate.  

Os I-RECs são certificados de energia renovável, comprovando que a eletricidade adquirida pelo cliente é proveniente de uma fonte renovável de energia – eólica, fotovoltaica, hidrelétrica ou biomassa. Cada I-REC equivale a 1 MWh de energia elétrica renovável e pode ser adquirido por empresas que estejam ou não no Mercado Livre de Energia, independentemente de ser cliente da ENGIE. 

Os ENGIE-RECs, por sua vez, são contratos de fornecimento que também garantem a origem renovável da energia consumida e agregam atributos socioambientais, com base nos investimentos da ENGIE em iniciativas para conservação do meio ambiente e apoio ao desenvolvimento sustentável das comunidades locais na região das usinas. Para firmar um ENGIE-REC, a empresa precisa ser cliente da ENGIE no Mercado Livre de Energia. Um diferencial dessa solução está na vinculação da energia consumida a uma unidade geradora da ENGIE, assegurando que a energia utilizada é, de fato, produzida em uma usina específica.  

O ENGIE-REC também é conhecido como “PPA Verde”. Os PPAs (sigla para o termo, em inglês, Power Purchase Agreements) são contratos de compra e venda de energia elétrica que permitem a consumidores industriais ou comerciais firmarem acordo diretamente com a geradora.

Os PPAs firmados pela ENGIE agregam cláusulas com base nas diretrizes do Programa Brasileiro GHG Protocol para a contabilização de emissões de Escopo 2. Assim, atestam que a energia fornecida é proveniente de uma fonte renovável específica, como usinas eólicas, solares e hidrelétricas. Isso significa que, por meio de um ENGIE-REC, a contratante garante a origem da geração de energia e o atributo ambiental, comprovando a compensação das emissões provenientes do consumo de eletricidade da rede – o que possibilita “zerar” as emissões de Escopo 2 identificadas no Inventário de GEE da empresa. Um exemplo de parceria bem-sucedida para oferta de soluções renováveis e com impacto social positivo foi a firmada entre ENGIE e L’Oréal, em 2019, para fornecimento da energia certificada do Conjunto Eólico Trairi, no Ceará, para todas as unidades L’Oréal no Brasil. 

Benefícios de I-REC e ENGIE-REC

  • Possibilidade de zerar emissões indiretas (Escopo 2); 
  • Garantia de consumo de energia renovável; 
  • Agregar sustentabilidade como valor; 
  • Ganho de imagem e reputação, em virtude da sustentabilidade; 
  • Contribuição em ações, iniciativas e programas socioambientais; 
  • Solidez e confiança na parceria com a maior geradora privada de energia elétrica do país. 
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