Por Redação em 05/03/2021

Na preparação para a COP26, a conferência do clima da ONU, a Europa já enviou um primeiro sinal ao Brasil. O comissário da União Europeia (UE) para Meio Ambiente, Virginijus Sinkeviius, disse que quer que o Brasil se comprometa a impedir que as cadeias de produção e fornecimento de commodities causem danos ao meio ambiente.

O comissário de Meio Ambiente da Europa deu o alerta no lançamento de um evento de preparação para a COP26, do qual participam Brasil e mais 18 governos. O objetivo do encontro é dar início a um entendimento entre essas nações para que se chegue a um compromisso sobre uma melhor relação entre o comércio e o meio ambiente.

Posição da Europa preocupa Brasil

O que a Europa quer evitar é que a produção de commodities para o mercado internacional justifique o desmatamento da floresta tropical. O bloco europeu disse que, até julho, vai criar leis obrigando as empresas a provar que compram seus produtos de locais que não desmatam. Portanto, o assunto preocupa o governo, uma vez que poderia gerar barreiras para exportações de produtos agrícolas.

E o desmatamento não só diminui a área verde, mas também emite poluentes. De acordo com Sinkeviius, a derrubada da mata responde por 15% das emissões de carbono. Então, impedir que a UE compre produtos que geram desmatamento é “a maior prioridade” atual do bloco. “Temos de ir além da questão da exploração ilegal de madeiras”, disse.

A Europa estuda exigir, por exemplo, uma due diligence mais rigorosa da cadeia que abastece as importadoras. Além disso, pode adotar regras similares às que valem para companhias promovendo pesca ilegal.

A União Europeia vem intensificando suas ações relativas ao clima. Em 2020, por exemplo, lançou seu Green Deal, um projeto que visa a alcançar a neutralidade em carbono enquanto promove o crescimento econômico. Também no último ano, o bloco indicou que queria acordos comerciais mais “verdes”.