Por Redação em 09/02/2021

A base de cálculo é simples: um crédito de carbono representa uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) que deixou de ser lançada à atmosfera, contribuindo para a diminuição do efeito estufa. Foi a partir dessa premissa, decorrente do Protocolo de Quioto, que se abriu a possibilidade de organizações negociarem créditos de carbono entre si, de forma que uma empresa adquira de outra a quantidade de créditos necessária para compensar, parcial ou integralmente, as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) inerentes a suas atividades.  

A ENGIE, por exemplo, oferta ao mercado créditos de carbono gerados em seus projetos de energia renovável registrados no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) das Nações Unidas, incluindo usinas hidrelétricas, eólicas, fotovoltaicas e a biomassa operadas em diferentes regiões do Brasil. Assim, ao adquirir um crédito de carbono da ENGIE, a empresa cliente pode compensar emissões identificadas em seu Inventário – classificadas nos escopos 1, 2 ou 3 do GHG Protocol. A iniciativa cria vantagens competitivas aos negócios, pois agrega sustentabilidade – especialmente a operações que, apesar dos esforços para redução, ainda apresentam nível elevado de emissões.  

Além de créditos de carbono, a ENGIE oferece soluções complementares para apoiar clientes e fornecedores no caminho da descarbonização. Certificados e contratos de energia renovável são alguns exemplos. Para saber mais, clique aqui.  

Parceria de impacto 

A ENGIE e a Natura anunciaram, ao final de dezembro, uma parceria para compensar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) reportadas pela fabricante de cosméticos. Os créditos de carbono foram gerados pela Usina de Cogeração Lages, que gera energia a partir de biomassa de madeira, na região serrana de Santa Catarina. 

O contrato prevê a venda de créditos de carbono em quantidade suficiente para compensar, de forma totalmente voluntária, as emissões de 100 mil toneladas de CO2 relativas ao inventário da Natura no ano de 2019. 

Saiba mais aqui.  

Agenda 2030 

A redução de emissões de GEE para combate às mudanças do clima está entre as metas da Agenda 2030, proposta pela Organização das Nações Unidas em 2015, e desdobrada nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Além de ampliar substancialmente a participação de energias renováveis na matriz energética global (ODS 7), a Agenda destaca a necessidade de tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos. 

 A descarbonização é a principal medida nesse sentido e representa um grande compromisso da ENGIE com a sociedade global, presente tanto na estratégia de negócios quanto nos Objetivos Não-Financeiros da empresa, que preveem, entre outros aspectos, a ampliação da oferta de energia renovável – em âmbito global – e a redução progressiva das emissões de CO2 em todas as atividades, atingindo a neutralidade de carbono em 2030. 

No Brasil, além de manter a matriz energética predominantemente renovável, a ENGIE realiza o controle rigoroso das próprias emissões, avaliando a pegada de carbono de suas atividades e propondo ações para reduzi-la. Em outra frente, oferece diversas soluções para apoiar a descarbonização em empresas clientes e fornecedoras. Para conhecê-las, clique aqui.   

Saiba mais

Resultado de uma Convenção do Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC), realizada em 1997 na cidade de Quioto, no Japão, o Protocolo de Quioto definiu limites de emissões para países desenvolvidos a serem atingidos entre 2008 e 2012. Foi o primeiro tratado internacional a abordar o tema, estabelecendo mecanismos para apoiar o alcance das metas propostas no documento. 

Entre eles está o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)procedimento de outorga e aprovação de projetos que podem integrar o grupo de organizações que negociam créditos de carbono no mercado internacional. Nesse contexto, os créditos de carbono ou reduções certificadas de emissões (do inglês “CERs – Certified Emission Reductions”) são certificados emitidos para projetos registrados no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) 

GHG Protocol 

Desenvolvido originalmente nos Estados Unidos, em 1998, o GHG Protocol é uma ferramenta dedicada a entender, quantificar e gerenciar emissões de GEE. Hoje, é o método mais aplicado, globalmente, por empresas e governos para a realização de inventários de GEE. No Brasil, a aplicação do método se dá de forma adaptada ao contexto nacional, a partir das diretrizes do Programa Brasileiro GHG Protocol, que busca estimular a cultura corporativa para a elaboração e publicação de inventários.  

Saiba mais