Por Joao em 12/10/2020

Líderes de seis grandes empresas de energia com atuação no Reino Unido se uniram em um pacto por mais diversidade no setor. Com a entrada da ENGIE, BP, Drax, EON UK, Subsea 7 e Wood, chega a 14 o número de companhias engajadas em melhorar a diversidade de gênero no setor de energia.

Juntas, essas empresas fazem parte do ELC, sigla em inglês para Coalizão dos Líderes de Energia. O grupo surgiu em maio de 2018 como parte da campanha POWERful Women, que luta pela maior participação de  mulheres no setor.

Louise Kingham, membro do conselho do POWERful Women e diretora executiva do Energy Institute, acredita que as empresas recém-chegadas ao grupo demonstram “verdadeira liderança em gênero e inclusão”.

Ela avalia ainda que essas companhias reconhecem que suas empresas estarão melhor preparadas para os desafios de energia e econômicos no horizonte se tiverem os melhores talentos disponíveis. “Esta é uma mensagem poderosa para outros grandes empregadores na indústria”, conclui a executiva em comunicado.

Diversidade no setor de energia melhora, mas ainda há pouca participação

O ELC cita estudo da PwC sobre diversidade nas maiores empresas de energia do Reino Unido. Apesar de avanço,  o número de mulheres em cargos sênior nas diretorias destas empresas ainda é baixo. A pesquisa mostrou que elas ocupam só 21% das posições de diretoria, contra 16% em 2019 e 13% em 2018. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer. Afinal, 79% dessas empresas não têm sequer uma mulher em postos executivos em suas diretorias, conforme a PwC.

“A ENGIE tem praticado, há muitos anos, uma política consciente de promoção de diversidade de gênero e igualdade profissional”, disse o CEO da ENGIE no Reino Unido e Irlanda, Nicola Lovett. “Mas  reconhecemos que, como um negócio e, mais importante, como um setor da indústria, há muito mais a ser feito”. Segundo Lovett, os líderes de empresas devem estimular mudanças reais em temas importantes.

Recentemente, a vice-presidente de recursos humanos da Equinor defendeu o estímulo à diversidade. Mas não apenas a de gênero, e sim também a de raça, nacionalidade e orientação sexual.