Por Redação em 04/03/2021

Coordenadora de Utilidades e Meio Ambiente da UTE Pampa Sul, Rita Tissot é considerada, por seus colegas, uma grande líder. Natural de Herval, cidade do interior gaúcho, localizada, na fronteira com o Uruguai, a 140 Km de Pelotas, Rio Grande do Sul, Rita este ano completa 35 anos de ENGIE.

Formada em química, ela tem mestrado e doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na área de poluição atmosférica.

“A química está em tudo o que temos e fazemos. O profissional da química é um estudioso em tempo integral, o que está muito alinhado com o meu perfil”, explica.  “É uma disciplina muito dinâmica, sempre com inovação em processos e novidades em produtos.”

Rita entrou na empresa como estagiária do curso técnico de química da Escola Técnica Federal de Pelotas, atual IFSUL, quando a empresa ainda era a estatal Eletrosul.

Hoje, além de coordenar a área ambiental da usina, Rita coordena a área de utilidades que é responsável pela produção e qualidade da água utilizada no processo de geração e também do controle da qualidade de insumos. “Há muitos processos químicos e analíticos envolvido em cada uma das etapas. Para ter uma ideia de controle analítico na parte da água as equipes fazem em torno de 6.000 análises / mês, para garantir uma água de qualidade no processo de geração de vapor e energia”, explica.

Crescimento profissional foi sólido

“Meu crescimento profissional foi sólido. Enfrentei muitos desafios, de toda ordem, e também tive muitas chances de aprendizado e desenvolvimento oportunizados pela empresa”, conta.

Para ela, o crescimento teve muito a ver com a sua motivação para aprender, com a capacidade de estabelecer bons laços e relacionamentos com pessoas que lhe ajudaram a crescer.

“Me tornei uma aprendiz e no decorrer do tempo adquiri conhecimentos e habilidades que me permitem trabalhar com os problemas de forma mais eficaz”, avalia. “Acredito que não importa qual a origem ou tipo de problema a ser enfrentado, sempre haverá opções disponíveis que mostrarão a nossa capacidade de planejamento e gestão”, reforça.

Para ela, ainda existem barreiras para a entrada das mulheres no mercado de trabalho. Mas essa é uma situação que tem melhorado. “Logo que iniciei na carreira gerencial da empresa, as reuniões das quais participava, não raro, eu era a única mulher”, recorda. “Depois de algum tempo notei uma mudança, mesmo que lenta, dentro da própria empresa com maior número de participantes mulheres na área técnica. Agora, vejo que há um esforço da empresa em oportunizar vagas  para as mulheres, não só na área técnica, mas também em  cargos da alta gerência”, afirma. 

Diversidade representa ver as coisas em outra perspectiva, novas maneiras de enxergar o mundo

Esse esforço, segundo Rita, trará uma maior diversidade no ambiente de trabalho. “A diversidade representa ver as coisas em outra perspectiva, propicia a integração, respeito e aprendizado de novos valores com novas maneiras de enxergar o mundo”, define.

Rita acredita que a situação das mulheres no mercado de trabalho está melhorando. “Vejo as  empresas, não só a ENGIE, comprometidas com essa mudança e as mulheres, que hoje são maioria populacional, precisam enxergar que podem ocupar esses espaços, além, é claro, da oferta de oportunidades pelas empresas”, afirma, acrescentando que a maior participação da mulher no mercado de trabalho vai acontecer naturalmente. “A sociedade já está preparada para esse movimento, essa mudança”, observa.

“As mulheres estão atuando em atividades anteriormente tipicamente masculinas, às vezes em percentuais que tem muito espaço para crescer, como na área de tecnologia por exemplo”, avalia. “Acredito nessa mudança. A diversidade é um fator que aumenta a competitividade da empresa”.