Por Redação em 08/10/2020

Estudo da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) concluiu que o custo final da energia eólica foi o mais baixo entre as fontes renováveis nos últimos cinco anos. Entre 2015 e 2019, a fonte foi beneficiada pelos preços mais baixos praticados nos leilões de contratação, apesar dos valores adicionais, como o custo de despacho de termelétricas e controle secundário de frequência em decorrência da sua geração intermitente.

O menor custo da energia eólica foi registrado no ano passado (R$ 195/MWh). O maior (R$ 230,9/MWh) ocorreu em 2016, quando houve um adicional de 25% decorrente do acionamento de térmicas.

A segunda fonte mais barata, de acordo com o estudo da CCEE, foi a térmica a biomassa, que tem seu custo caracterizado exclusivamente pela contratação dos leilões, cujo preço médio foi de R$ 253,5/MWh. O menor custo para a biomassa foi registrado também no ano passado (R$ 246/MWh).

Em terceiro lugar no ranking ficaram as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), que, apesar de terem valores menores nos nos leilões de contratação, terminaram, na avaliação da Câmara, com o custo final mais elevado por conta do déficit hídrico apresentado em 2017. O custo atual (R$ 246/MWh) praticamene se equipara ao custo em 2015 (R$ 245/MWh).

Geração solar ainda apresenta o custo mais elevado entre as renováveis

Segundo o levantamento, a geração solar ainda apresenta o custo mais elevado entre as renováveis (R$ 321/MWh), visto que as usinas em operação foram as primeiras contratadas em leilões a preços elevados.

Divulgado no dia 14/9, o estudo levou em conta dados disponíveis na CCEE e diretrizes estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Foram avaliados os valores atrelados à produção das usinas eólicas, solares, térmicas a biomassa e (PCHs), considerando os custos médios dos leilões, despacho de usinas termelétricas, dentre outros fatores.

Eólicas

A ENGIE Brasil tem uma capacidade instalada eólica de aproximadamente 1.000 MW, distribuídos em quatro conjuntos eólicos – Campo Largo, Uburanas, Trairi e Tubarão. Essa capacidade é suficiente para alimentar 1,3 milhão de famílias. Além disso, está construindo o complexo Campo Largo 2, que vai adicionar mais 361,2 MW ao portfólio da empresa no Brasil.

Saiba mais