Por Redação em 28/12/2020

A diversidade está, cada vez mais, na pauta e na estratégia das grandes empresas. Assim, a pandemia apenas acelerou o movimento que busca maior diversidade de gênero nas empresas do setor elétrico. Ao mesmo tempo, executivas de diferentes companhias defenderam que a maior participação feminina é um fator necessário para um melhor desempenho das empresas.

Uma delas foi a consultora sênior de Diversidade e Cultura da ENGIE, Erika Zoeller. Em um evento do setor, ela citou estudos sobre as vantagens. Uma delas é que empresas com boards mais diversos tomam decisões melhores, na maior parte das vezes, do que as que têm menos mulheres.

No entanto, a executiva ressalvou que o tema ainda está mais presente só entre as grandes corporações. Mas a falta de mulheres não afeta só o desempenho da empresa. “A falta de mulheres no board está segurando a transição energética”, avalia Erika.

Diversidade deve estar presente ‘em toda a cadeia’

Elbia Gannoum, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) foi mais enfática. “Parece clichê, mas não é: a riqueza está na diversidade”, resumiu, ao explicar como a diversidade nas empresas “traz uma produtividade ainda maior”.

Portanto, as companhias precisam não só abrir as portas, mas se adequarem para a entrada dessas mulheres. Nesse sentido, ela defende que “as empresas precisam olhar para si e tornar o ambiente mais disruptivo no sentido de gerar oportunidades de inclusão”. Além disso, essa inclusão precisa se dar “em toda a cadeia, não só nos níveis executivo e gerencial”, avalia Elbia.

Diversidade de gênero no setor elétrico em tempos de Covid-19

Enquanto isso, uma aliança de empresas do setor elétrico em prol da maior diversidade de gênero ganhou novas adesões este ano. A iniciativa reúne empresas que atuam no Reino Unido e agora conta com 14 empresas, entre elas a ENGIE.

Em documento de outubro, o ELC, sigla em inglês para Coalizão dos Líderes de Energia, reforçou seu compromisso com o tema, apesar da pandemia. “A indústria de energia continua profundamente desigual e não podemos permitir que o Covid-19 deixe as coisas ainda piores”, disse Juliet Davenport, CEO e fundadora da Good Energy.