Por Redação em 12/03/2021

Gerente comercial da TAG, Luisa Franca nasceu no Rio de Janeiro. “Sou filha de pais que sempre trabalharam e gostavam de suas atividades. Meu pai é engenheiro e minha mãe, psicóloga e fui criada para ser independente mas com as facilidades de ter sido criada em uma família com amor, diálogo e condições para pagar curso e escola”, conta. “Sei que fui privilegiada por tudo isso, por essas oportunidades que tive e que muitas pessoas não têm. É preciso reconhecer o privilégio de quem teve mais oportunidades”.

Além do exemplo do pai, ter facilidade com números e entender que a engenharia abriria boas oportunidades, ajudou Luisa a optar pela Engenharia de Produção.

“Logo no meu primeiro estágio encontrei a ENGIE”, lembra. Luisa entrou em 2008 como estagiária na área de desenvolvimento de novos negócios, área que rapidamente a cativou pelo dinamismo. “Desde o início eu soube que precisaria me identificar com meu trabalho, como ocorreu com meus pais, o que significava gostar da atividade, mas também trabalhar em uma empresa em que eu acreditasse”, observa. “A ENGIE foi se mostrando uma empresa que respeita seus funcionários e preza pela sua sustentabilidade e a do planeta”.

Em 2011, foi efetivada e desde então tem atuado na área de novos negócios, apesar de ter passado por diferentes projetos de M&A e também greenfield como hidrelétricas, terminais de regaseificação e iluminação pública. “Um dos projetos de M&A que participei foi a aquisição da TAG que acabou culminando com minha ida para a TAG, 1 ano após a aquisição, para assumir a gerência comercial”, conta.

Luisa conta que sempre buscou aprender em todas as oportunidades que teve. Para ela, esse objetivo era maior que crescer rapidamente. “Acho que isso contribuiu para meu desenvolvimento na empresa”, avalia.

Criação influencia no futuro das mulheres

Para Luisa, a questão histórica de enxergar a mulher como frágil dificulta a seleção de mulheres para setores tradicionalmente masculinos como o de energia, especialmente para cargos de gestão.

“Acho também que tem uma questão de criação, criamos mulheres para serem educadas e não chamarem muita atenção e os homens para serem aventureiros e corajosos, então trabalhar a confiança das mulheres é muito importante”, avalia Luisa, que atua na ONG Inspiring Girls, que busca aumentar a autoestima e a ambição profissional de alunas de escolas públicas e privadas, apresentando-as a mulheres de diferentes profissões. “Tivemos um encontro entre um grupo de meninas de uma escola pública da zona oeste do Rio com mulheres inspiradoras na ENGIE que foi incrível”, conta.

“Acredito que ainda existe o preconceito da mulher com filho e o puro preconceito com mulheres ocupando espaços tradicionalmente masculinos”, observa. “Mas sou otimista e acredito que o futuro não tem espaço para o preconceito”, afirma, acrescentando que, desde que a ENGIE contratou uma consultora em diversidade viu uma evolução importante na companhia. “O profissional especializado sabe como colocar a questão de forma aberta e assim iniciar um diálogo honesto com todos”, reforça.

Luisa concorda com Carmina Velasco, gerente de Pessoas & Cultura e Comunicação da TAG, que em seu depoimento para a série Diversidade, afirmou que a empresa, por se tratar de uma empresa nova, a TAG pode ser um caso de sucesso em diversidade.

“Temos profissionais de todas as idades aqui, jovens e seniores. E acho que esse também pode e deve ser considerado um elemento importante da Diversidade”, avalia. “A experiência daqueles com mais anos de mercado e de vida é fundamental e deve ser reconhecida. Juntos, aprendemos todos”, conclui.