Por Redação em 31/05/2021

O Acordo de Paris estabeleceu compromissos globais para o controle das mudanças climáticas com a previsão de manter o aumento da temperatura, em relação aos níveis pré-industriais, em 1,5ºC neste século. Na avaliação do diplomata britânico John Murton, 70% das economias globais estão promovendo ajustes para atingir as metas de redução de emissões e alcançar esse objetivo.

Murton, enviado do governo do Reino Unido para a COP26, conferência climática das Nações Unidas que ocorre em Glasgow, em novembro, fez uma visita “virtual” ao Brasil no fim de abril, participando de reuniões com equipes técnicas nos ministérios do Meio Ambiente, da Agricultura, da Ciência, Tecnologia e Inovações, além de encontros com representantes da sociedade civil, de governos da Amazônia e entidades empresariais.

“Não tem sido possível viajar, o que seria o ideal. Mas podemos avançar virtualmente”, disse ele, em entrevista ao Valor Econômico. “A vantagem é que esse modelo permite realizar uma reunião pela manhã com o governo do Japão e de tarde, com o do Brasil. Isso não poderia ser feito pessoalmente”.

Sustentabilidade e redução de emissões impulsionam economia

Murton destaca que, há uma década, o grande desafio era fazer com que as nações compreendessem a importância de apostar em uma economia verde e entendessem a relevância dos compromissos climáticos e de sustentabilidade. Hoje, segundo ele, está claro que tais aspectos são determinantes não apenas para o cumprimento de metas de redução de emissões, mas também para a sustentabilidade econômica das nações.

“Está claro que iremos crescer e impulsionar nossas economias, se elas forem verdes”, diz o diplomata. Segundo ele, a COP26 é diferente das grandes conferências climáticas das últimas décadas. Murton explica que, no Acordo de Paris, as nações assumiram os seus compromissos voluntariamente. “Em Glasgow temos que demonstrar que o Acordo de Paris é um mecanismo eficiente e que funciona para entregar as reduções de emissões que precisamos.”