Por Redação em 27/10/2020

Marcado pela necessidade de adaptação, o ano de 2020 tem levado muitas empresas a rever suas práticas de compra e gestão de insumos, a fim de assegurar a competitividade dos negócios. Um reflexo desse movimento pode ser constatado no Mercado Livre de Energia, que vem registrando expansão acelerada. Segundo a Associação Brasileira de Comercializadoras de Energia (Abraceel), dados de setembro indicam alta de 22% no número de consumidores presentes no Mercado Livre nos últimos 12 meses, representando 33% de toda energia elétrica consumida no país. 

Além da economia proporcionada, outras vantagens têm atraído empresas de diferentes portes e setores.  Amplo poder de escolha, flexibilidade na contratação e previsibilidade de custos são algumas delas. Somam-se a esses benefícios a oportunidade de agregar sustentabilidade aos negócios, a partir do uso de energia limpa, de fontes renováveis – oferecida pelo ambiente livre no âmbito da energia incentivada, que conta com subsídios para estimular uma geração de baixo carbono..

Criado em 1995, o Mercado Livre é um ambiente de negócios no qual empresas geradoras, comercializadoras e consumidoras podem negociar livremente o fornecimento de energia elétrica, em conformidade com a regulamentação do setor. Conforme a Abraceel, desde então a contratação direta gerou economia de cerca de R$ 200 bilhões aos consumidores – com redução média anual de 23% no preço da energia em relação ao praticado pelas distribuidoras.

Possibilidades de migração

Para ingressar no Mercado Livre de Energia, a empresa consumidora deve tender a alguns requisitos relacionados, especialmente, a seu perfil de consumo. Estando apta, pode escolher entre duas modalidades de contratação: atacadista (agente CCEE) ou varejista – ambas oferecidas pela ENGIE.

Como atacadista, a empresa contratante se associa à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), entidade responsável por operar o Mercado Livre. Assim, se torna um Agente do Mercado, atuando de acordo com suas regras e procedimentos. “Essa modalidade costuma ser mais recomendada para organizações de grande porte, com elevado consumo de energia – da ordem de 1MWm contratados – e que preferencialmente já tenham experiência no Mercado Livre, compreendendo os riscos envolvidos e também as oportunidades geradas”, explica o especialista em Comercialização de Energia da ENGIE, Jeferson Leônidas.

Já quando ingressa como varejista, a contratante se relaciona apenas com a ENGIE – que representa o cliente junto à CCEE. A facilidade na migração e operação fazem dessa modalidade a ideal para empresas de médio e pequeno porte. “Empresas com grande quantidade de unidades consumidoras e que ainda não tenham experiência no Mercado Livre também se beneficiam como varejista”, complementa a analista de Inteligência de Mercado e Marketing  da ENGIE, Lívia Godoy.

Oportunidade para todos

Cada vez mais sólido, o Mercado Livre contabilizava, ao final do último mês de setembro, 7,9 mil consumidores ativos. Desse total, a maior parcela é formada por indústrias – hoje, segundo a Abraceel, 86% do consumo industrial de energia do país está no ambiente livre.

Ainda que empresas grandes representem o maior grupo, o ingresso de pequenas e médias não para de crescer, por meio de soluções que simplificam a migração do mercado cativo para o livre. Exemplo disso é o E-conomiza, criado pela ENGIE para que empresas com consumo de até 1MWm  —  o que equivale a faturas de energia que se aproximem dos R$ 40 mil mensais, mesmo que somando o consumo de diferentes unidades da empresa.  Com o E-conomiza, essa fatura pode ser reduzida em até 15%.


 

Você sabia?

O primeiro contrato entre um produtor independente de energia elétrica e um consumidor livre no Brasil foi firmado em 2000, entre a ENGIE e a International Paper.

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