Por Redação em 31/07/2020

O Brasil  chegará a 24 GW de capacidade instalada de energia eólica em 2024, prevê a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). Atualmente, esta fonte de energia tem 16 GW de capacidade instalada, com 637 parques eólicos e mais de 7.700 aerogeradores. Isso faz dela a segunda fonte com maior participação na matriz elétrica, com 9,3%, atrás das hidrelétricas, com 59,6%.

Mesmo sem mensurar os impactos da pandemia no segmento, para Elbia Gannoum, presidente da ABEEólica, as boas perspectivas se manterão pelo crescimento do mercado livre.

“Ainda é cedo para falar em números deste impacto, porque o mercado livre se movimenta rápido e tem crescido muito. Isso pode fazer muita diferença para as eólicas. E, mesmo nos leilões regulados, sabemos que as eólicas tendem a ter um papel importante pela sua competitividade”, diz Elbia.

Eólica é segunda fonte da matriz elétrica

No ano passado, em média, 9,7% de toda a geração injetada no Sistema Interligado Nacional veio de eólicas. Elas chegaram a abastecer 17% do país em períodos com abundância de ventos.

A energia gerada, na média mensal, é suficiente para abastecer 28,8 milhões de residências por mês. Ou seja, uma população de cerca de 86 milhões de pessoas. Desde o ano passado, a energia eólica é a segunda fonte da matriz elétrica brasileira.

Adesão às fontes limpas

A executiva destacou os benefícios das eólicas, principalmente para o agronegócio. Elas permitem que os proprietários de terras tenham outras atividades, promovem a fixação do homem no campo com desenvolvimento sustentável e geram empregos.

Elbia também aposta que o mundo pós-pandemia prosseguirá com a adesão das fontes limpas em direção à sustentabilidade do planeta. “As renováveis já são mais baratas em muitos mercados e seguiremos no caminho da transição energética”, finalizou.