Por Redação em 21/01/2020

Relatório da consultoria Mckinsey apresentou um mapeamento de setores com maior potencial de investimentos, para este ano, no país. O segmento de energia é um dos destaques pela possibilidade de oferta de energia limpa e barata, como a eólica e solar, incluindo o gás natural, o que deve trazer maior competitividade ao Brasil.

Segundo o estudo, a queda de preço da energia solar foi a mais significativa, de R$ 282/MWh em 2014, para R$ 80/MWh em 2019 (agosto), ou seja, redução de 22% ao ano no período. A energia eólica obteve a segunda maior queda de custo, com 11% ao ano, seguida do gás natural, com diminuição 8% ao ano no custo, considerando o mesmo período.

As projeções para dez anos (2019-2029) são de crescimento da  capacidade instalada, com aumento de 18% para energia solar e 11%, tanto para eólica como para o gás natural.

O documento destaca que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propôs redução de 11% na tarifa de energia elétrica para os próximos quatro anos. A diminuição dos custos abrange geração, transmissão e distribuição e o fim dos subsídios. 

A desoneração implica em diminuir os custos elevados de geração das usinas termelétricas, que aumentaram suas atividades para auxiliar no suprimento da demanda, principalmente de 2016 a 2018, devido aos períodos de estiagem prolongada. Também são consideradas as áreas dependentes de combustíveis fósseis, que passarão, gradativamente, às energias renováveis mais baratas.

O Brasil deve investir até 2029 cerca de US$ 120 bilhões para aumentar a capacidade de geração e transmissão de energia. Com a aplicação dos recursos, a expectativa é de que na próxima década haja um incremento de, aproximadamente, 60 GW em capacidade de geração de energia, dos quais 40 GW serão em energia renovável e 20 GW em termelétricas, além do aumento de cerca de 50.000 km em linhas de transmissão.

Mercado de gás continua seu processo de abertura

A abertura do setor de gás natural é outra oportunidade de investimentos no setor de energia, uma vez que o governo federal brasileiro pretende reduzir o custo do produto, por meio da ampliação da oferta com a produção do pré-sal e aumento da competitividade com a quebra do monopólio da Petrobras no transporte.  

O governo pretende garantir o acesso de empresas privadas à infraestrutura de escoamento e transporte de gás natural. Com isso, espera tornar mais competitivo o preço do gás natural. A meta é de que o preço passe dos atuais US$ 14 por milhão de BTU para US$ 6 ou US$ 7.

Um dos primeiros movimentos no segmento de logística do gás ocorreu em junho de 2019, com a compra da Transportadora Associada de Gás (TAG)  pela ENGIE em parceria com o fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ). Em 2017, a NTS, outra transportadora da Petrobras já havia sido vendida para a Brookfield.  

A transação realizada em 2019 foi um passo importante para a abertura em curso do segmento de gás natural no país e marca o ingresso da ENGIE nesse mercado no Brasil. Os investimentos na cadeia do gás integram a estratégia global da empresa de ser líder na transição energética rumo a uma economia de baixo carbono.