Por Redação em 12/03/2021

Os critérios ESG (boas práticas socioambientais e de governança) vêm ganhando cada vez mais espaço entre empresas, investidores e consumidores. O ESG, contudo, não é novidade na ENGIE, e tem forte relação com o braço da empresa no Brasil.

Desse modo, a ENGIE direcionou seus esforços e, hoje, tem uma série de projetos com foco na transição energética para uma economia de baixo carbono. Nesse grupo de projetos estão, por exemplo, os conjuntos eólicos de Campo Largo 2 (Bahia) e Santo Agostinho (Rio Grande do Norte). Só este último tem investimento de cerca de R$ 2,2 bilhões, com geração de aproximadamente mil vagas de trabalho na região.

Segundo Eduardo Sattamini, Diretor-Presidente e de Relações com Investidores da ENGIE Brasil Energia, subsidiária da ENGIE para geração, transmissão e comercialização de energia elétrica, a companhia criou uma visão “muito holística” de sua função socioeconômica. “Isso tem crescido como um sentimento, como uma necessidade e como um valor entre empresas que são responsáveis e querem se perpetuar nas suas operações”, acrescenta.

Meta de carbono zero

Abraçar os valores ESG, no entanto, traz uma série de desafios. Um dos objetivos não financeiros da ENGIE é descarbonizar seu portfólio até 2025. Para isso, porém, o grupo terá de desinvestir em duas usinas termelétricas que tem no sul do Brasil. Sattamini explicou que a empresa adotou a meta de zerar o carbono das operações pouco após iniciar a construção da usina Pampa Sul, em 2014.

Então, foi necessário esperar o fim das obras e colocar a unidade em normalidade operacional. Além disso, a empresa teve de esperar que a usina alcançasse seu nível de excelência operacional, processo que, diz o executivo, leva dois anos. Isso vai acontecer este ano, quando, então, a ENGIE vai vender o ativo.

Já a Usina Termelétrica de Jorge Lacerda, em Santa Catarina, deve ser vendida até o fim de 2021. Embora os planos iniciais fossem de fechá-la, a ENGIE Brasil optou pela venda. Esta é mais uma decisão que pode ser relacionada ao ESG, uma vez que teve como objetivo a melhor adequação dos riscos e a diminuição do impacto na economia local.

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ESG se reflete na diversidade na ENGIE Brasil

Outro ponto importante do ESG dentro da ENGIE é a diversidade de gênero. O tema ainda é uma questão em diversos setores, mas atinge especialmente o de energia. O número de mulheres em cargos de gerência na empresa subiu de quatro para nove.

Ter uma equipe mais diversa se tornou uma meta para a ENGIE. Em 2019, as mulheres representavam 13,2% dos cargos de gestão na companhia. Agora, a empresa quer que, até 2030, esse percentual alcance os 50%.

“Temos uma postura cada vez mais focada em crescimento sustentável, com equilíbrio entre os diversos stakeholders” explica Sattamini. Ele acrescenta que a empresa se preocupa com o acionista, mas também “com governança, com sustentabilidade em longo prazo, com a relação com os nossos fornecedores, com as parcerias e equipes”.