Por Redação em 12/01/2021

A ENGIE e a Natura anunciaram, ao final de dezembro, uma parceria para compensar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) reportadas pela fabricante de cosméticos. A compra de créditos de carbono será realizada por meio da Unidade Cogeração de Lages (UCLA), usina a biomassa da ENGIE, localizada na região serrana de Santa Catarina. 

O contrato prevê a venda de créditos de carbono em quantidade suficiente para compensar, de forma totalmente voluntária, as emissões de 100 mil toneladas de CO2 relativas ao inventário da Natura no ano de 2019. Para efeito de comparação, o montante é equivalente à emissão média anual de cerca de 45,4 mil brasileiros, de acordo com dados do Banco Mundial, considerando as emissões de CO2 per capita no Brasil em 2,2 tCO2e/ano. 

Os créditos de carbono ou reduções certificadas de emissões (do inglês “CERs – Certified Emission Reductions”) são certificados emitidos para projetos registrados no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), no âmbito do Protocolo de Quioto, pela redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). O Certificado de Cancelamento Voluntário é internacional e foi emitido pelo Órgão das Nações Unidas responsável por mudanças climáticas (UNFCCC). 

Empresas líderes em seus setores de atuação, ENGIE e Natura têm ações convergentes em direção à sustentabilidade e à transição para uma economia de baixo carbono, mesmo antes dos temas ganharam visibilidade. “São duas empresas reconhecidas pelo mercado por conta de suas agendas ambiental, social e de governança. A ENGIE é referência no País na transição para uma economia de baixo carbono e na produção de energia por meio de fontes renováveis”, destaca o Diretor-Presidente e de Relações com Investidores da ENGIE Brasil Energia, Eduardo Sattamini. 

Atualmente, a Companhia possui cerca de 90% de sua capacidade instalada no Brasil proveniente de fontes renováveis, como usinas hidrelétricas, eólicas, solares e biomassa. “O nosso compromisso é de seguir atuando para reduzir emissões e ajudar o Brasil na busca pelo desenvolvimento sustentável e no enfrentamento das mudanças climáticas”, completa Sattamini. 

As ações da ENGIE Brasil Energia e da Natura foram incluídas na carteira do Índice de Sustentabilidade (ISE) da Brasil, Bolsa, Balcão (B3) pelo 16º ano consecutivo. As Companhias estão presentes no índice desde a sua criação, junto a apenas outras quatro empresas. O ISE reflete o retorno médio de uma carteira teórica de ações das companhias listadas com as melhores práticas ambientais, sociais e de governança, entre outros aspectos relativos à sustentabilidade. 

“O modelo de negócios da Natura visa incentivar, apoiar e desenvolver soluções para gerar impacto positivo em toda a sua cadeia. Desde 2007, com a criação do Programa Natura Carbono Neutro, a empresa atua com o chamado offsetting – a compra de créditos de carbono para compensar as emissões que não puderam ser evitadas, por meio do apoio a projetos focados na área ambiental”, Denise Hills, diretora global de sustentabilidade da Natura. 

A executiva ainda lembra que, desde 2014, a marca utiliza, de forma pioneira no Brasil, o chamado “insetting florestal”, que é a compensação de carbono em suas próprias cadeias produtivas. As remunerações são feitas em consequência da área de floresta conservada. Os pagamentos pelos serviços ambientais prestados são realizados pela companhia para as cooperativas parceiras e famílias agricultoras mediante monitoramento e comprovação anual da manutenção da floresta em pé verificadas por uma terceira parte. 

Engie e Natura: compromisso com o clima 

O Projeto de Redução de Emissões de Metano Lages foi selecionado pelo edital Compromisso com o Clima, uma iniciativa da Natura e do Itaú, com o apoio do Instituto Ekos Brasil, voltada para organizações interessadas em potencializar suas estratégias de compensação de emissões de GEE e apoiar projetos socioambientais que fomentem a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. 

Signatária do Movimento Nacional ODS dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, a ENGIE investe, por meio da usina de Cogeração de Lages, na recuperação de nascentes de rios do município, oficinas de empregabilidade, horta comunitária, doação de mudas de plantas nativas, projetos de botânica com estudantes da região e apoia, por meio da lei de incentivo ao esporte, as Leoas da Serra, equipe de futsal feminino campeã intercontinental em 2019. 

Para o diretor de comercialização da ENGIE Brasil Energia, Gabriel Mann dos Santos, esses diferenciais de sustentabilidade e as contribuições do projeto da empresa aos ODS das Nações Unidas são fundamentais para a escolha da ENGIE como fornecedora de certificados de redução de emissões para grandes empresas. A Natura firmou parceria com a ENGIE para a compensação, de forma totalmente voluntária, de 100.000 toneladas de CO2 relacionadas às suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) reportadas em 2019. 

“O investimento da ENGIE em ações socioambientais e para a melhoria da qualidade de vida da população, bem como as contribuições do Projeto Lages para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, são determinantes para parcerias com empresas tão relevantes como a Natura”, ressalta Mann. 

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