Por Redação em 23/06/2020

O Grupo ENGIE pretende anunciar até o início de 2021 seus objetivos não financeiros para o ano de 2030. Serão, ao todo, 19 metas destinadas a ampliar não só os impactos positivos da companhia na sociedade, como também os benefícios para o meio ambiente e para a população no entorno dos projetos. E, assim, estar alinhada aos objetivos de desenvolvimento sustentável estabelecidos pelas Nações Unidas.

As marcas são cada vez mais respeitadas pelos impactos socioambientais do que pelo seu lado financeiro e isso tende a gerar um engajamento maior na cultura da corporação.

De acordo com o diretor de Comunicação e Sustentabilidade da ENGIE Brasil, Gil Maranhão Neto, a busca por atingir os objetivos não financeiros, além de reflexos positivos para os negócios e para a sociedade, visa a trazer também um maior engajamento do grupo em estabelecer uma cultura de objetivos ligados ao desenvolvimento sustentável. “As marcas são cada vez mais respeitadas pelos impactos socioambientais do que pelo seu lado financeiro e isso tende a gerar um engajamento maior na cultura da corporação”, pontua.

Três dos 19 objetivos já foram aprovados e anunciados em maio deste ano. Eles preveem a redução das emissões de gases do efeito estufa resultantes da geração de energia elétrica de 149 Mt em 2016 para 43 Mt até 2030 (considerando 80 Mt em 2019); a participação de mulheres na administração do Grupo deve aumentar de aproximadamente 23% em 2016 para 50% até 2030 (sendo 24% em 2019); e a participação da energia renovável no mix de capacidade de produção deverá atingir 58% em 2030, contra 20% em 2016 (28% em 2019).

E, atualmente, grupos de trabalho estão trabalhando nos 16 objetivos restantes, que serão anunciados gradativamente. Esses grupos visam a definir a melhor forma de atingir as metas, alinhadas aos objetivos de negócio da companhia. Eles vão trabalhar por meio de vários formatos diferentes, como workshops, reuniões de executivos e em cada uma das unidades de negócios da ENGIE no mundo.

Os objetos não financeiros da ENGIE são divididos em pessoas e planeta. As metas ligadas a pessoas são saúde e segurança(2), diversidade de gênero (2), aprendizagem (1), treinamento (1), acesso a energia (1), plano social (1), compra responsável (1) e fraude e prevenção à corrupção (1). Já os objetivos não financeiros ligados ao planeta são emissões de gases do efeito estufa (3), renováveis (1), descarbonização (3), plano ambiental, consumo de água e biodiversidade. Todos esses temas têm sub objetivos atrelados.

Grupos de trabalho vão definir metas da ENGIE Brasil

No contexto da unidade de negócios Brasil, a ENGIE nomeou um grupo que vai pilotar a definição local dos objetivos não financeiros. A equipe é multidisciplinar e alguns dos temas têm relação direta com outros, sendo necessário inclusive serem estendidos ao longo da cadeia de valor da empresa, como clientes e fornecedores. Por exemplo, metas de prevenção a fraudes têm de estar em conformidade tanto na própria empresa, quanto entre fornecedores e subfornecedores. O colegiado já realizou a primeira reunião com a diretora geral de Responsabilidade Social Corporativa da ENGIE, Anne Chassagnette, e com a vice-presidente Financeira, Judith Hartmann, sponsor do grupo.

Os objetivos não financeiros estão diretamente ligados aos financeiros e operacionais, pontua Gil Maranhão Neto. “Todos levam a resultados e têm que andar de forma conjunta, tanto para a sustentabilidade do ambiente no qual a empresa está inserida, quanto para a próprio cumprimento dos objetivos financeiros dos acionistas.”, afirmou.

Desafios ligados à definição dos objetivos não financeiros

O diretor de Comunicação e Responsabilidade Social Corporativa lembra ainda que, como uma grande corporação, a atuação da ENGIE traz reflexos diversos para o ambiente onde está inserida. Ao ponto de em alguns casos a atuação da empresa se confundir com a atuação do Estado. É o caso por exemplo da implantação de programas de mitigação e compensação de impactos sociais e ambientais de projetos de energia. Embora esse papel tenha um limite, a empresa reconhece sua responsabilidade em prover necessidades das populações locais que de algum modo são influenciadas por seus projetos.

Por outro lado, a pandemia de coronavírus torna esse trabalho de definição dos objetivos não financeiros mais desafiante. Embora as metas sejam de longo prazo, é preciso definir de onde vai se partir e estimar como vai ser a retomada da economia no contexto do novo normal. “Até no caso das emissões, que caíram durante a pandemia, há uma necessidade de se definir de onde vamos partir. Tudo isso requer um exercício adicional de previsões e definição de metas”, lembrou Gil.