Por Redação em 19/01/2021

Criado no Brasil em 1995, o Mercado Livre de Energia (ambiente livre) permite que vendedores e compradores de energia elétrica negociem livremente entre si, em conformidade com a regulamentação do setor. Com maior poder de escolha, o consumidor livre pode negociar a quantidade de energia a ser adquirida conforme o perfil de consumo do seu negócio, adequando o período de fornecimento e o preço praticado, entre outras vantagens.  

Para garantir confiabilidade e competitividade a todos os envolvidos, diferentes agentes integram esse ambiente especial de contratação, coordenados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) – responsável por viabilizar as atividades de compra e venda de energia em todo o Brasil. Para poder atuar no Mercado Livre, como vendedora ou consumidora, a empresa deve interagir com a CCEE diretamente ou por meio de uma Comercializadora Varejista. 

A seguir, destacamos os principais perfis de agentes:  

Geradoras/produtoras

Empresas responsáveis por gerar a energia elétrica negociada, a partir de usinas que podem utilizar diferentes fontes – renováveis ou não-renováveis. A ENGIE, por exemplo, é a maior geradora privada de energia do Brasil, com 61 usinas, o que representa cerca de 6% da capacidade do país. Quase 90% de sua capacidade instalada no país é proveniente de fontes renováveis e com baixas emissões de GEE, como usinas hidrelétricas, eólicas, solares e biomassa. 

Comercializadoras

Trabalham com compra e venda de energia, mediando transações entre geradoras e consumidores livres. Podem ser empresas independentes, dedicadas apenas à comercialização, ou estarem vinculadas às geradoras – caso da ENGIE, que atua também como a maior comercializadora do Mercado Livre de Energia.  

Consumidores

São as empresas que compram energia no ambiente livre para uso em suas atividades produtivas. Podem ser divididas em dois grupos:  

  1. Consumidor Livre: possui carga ou demanda contratada superior a 1,5 mil kW;  
  1. Consumidor Especial: tem carga ou demanda contratada entre 500 e 1,5 mil kW ou reunido por somatório de cargas. Esses consumidores adquirem energia somente de fontes renováveis. Saiba mais aqui.

Modalidades de contratação  

A depender de seu perfil e interesses, os agentes consumidores, livres ou especiais, podem optar entre duas modalidades de contratação: 

Atacadista

Empresa contratante que se associa à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE)de forma direta, e se torna um Agente do Mercado, atuando de acordo com suas regras e procedimentos – o que inclui a necessidade de obter adequação comercial, apresentar garantias financeiras e estar mais aberta à exposição a riscos – especialmente no mercado de curto prazo. Geralmente são organizações de grande ou médio porte, com consumo superior a 1 MWm e experiência no Mercado Livre. Se esse é o perfil de sua empresa, clique aqui e conheça os produtos da ENGIE.  

Varejista

Empresas que buscam mais facilidade na migração e operação – especialmente as de médio e pequeno porte. Quando optam pela modalidade varejista, os consumidores estão dispensados da associação à CCEE, o que simplifica o processo. O cliente se relaciona apenas com a comercializadora, que se responsabiliza por representá-lo junto à Câmara. Recentemente, a ENGIE lançou o E-conomiza, solução ideal para esse grupo de consumidores.

Diferenciais

O Mercado Livre de Energia oferece opção de escolha ao consumidor, permitindo às empresas que negociem livremente as condições de suprimento de energia, assegurando o atendimento às necessidades atuais e futuras de seus negócios. 

É um contraponto ao mercado cativo, no qual o consumidor tem papel passivo, visto que a energia é fornecida exclusivamente pela distribuidora localcom a tarifa e as demais condições de contratação reguladas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Quer saber mais? Clique aqui.

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