Por Redação em 03/10/2019

Boa parte dos consumidores possuem dúvidas sobre os dados apresentados na fatura de energia elétrica.

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Pensando nisso, a ENGIE resolveu esclarecer de maneira prática como o consumo de energia elétrica funciona e de que maneira ele é representado pelas distribuidoras através da conta de energia.

Confira o modelo de fatura de energia elétrica:

Fatura de Energia Elétrica Alta Tensão Mercado Livre de Energia

*Modelo de fatura para consumidor cativo do Grupo A (alta tensão). 

1 – Número da UC

Número da unidade consumidora (UC), mais conhecido como identificador de ponto de consumo.

2 – Identificação do Consumidor

Endereço, bairro, CEP e CNPJ do consumidor

3 – Modalidade Tarifária

Existem dois grandes grupos no que diz respeito às modalidades tarifárias no Brasil. Os de alta tensão, grupo A, que são consumidores atendidos com tensão acima de 2,3 kV, geralmente indústrias e grandes complexos comerciais. E os de baixa tensão, grupo B, que são os consumidores atendidos em tensão abaixo de 2,3 kV, tipicamente composto por residências, lojas, edifícios comerciais e imóveis rurais.

Cada um desses grupos é divido da seguinte forma:

Características de grupo A e grupo B

As modalidades tarifárias são um conjunto de tarifas aplicadas de acordo com o consumo de energia elétrica e demanda de potência ativas, considerando as seguintes modalidades:

  • Azul: aplicada às unidades consumidoras do grupo A, a modalidade tarifária azul é caracterizada por tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica e de demanda de potência, de acordo com as horas de utilização do dia;
  • Verde: aplicada às unidades consumidoras do grupo A, a modalidade tarifária verde é caracterizada por tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica, de acordo com as horas de utilização do dia, assim como de uma única tarifa de demanda de potência;
  • Convencional Binômia: aplicada às unidades consumidoras do grupo A, a modalidade tarifária Binômia é caracterizada por tarifas de consumo de energia elétrica e demanda de potência, independentemente das horas de utilização do dia. Esta modalidade será extinta a partir da revisão tarifária da distribuidora;
  • Convencional Monômia: aplicada às unidades consumidoras do grupo B, a modalidade tarifária monômia é caracterizada por tarifas de consumo de energia elétrica, independentemente das horas de utilização do dia;
  • Branca: aplicada às unidades consumidoras do grupo B, exceto para o subgrupo B4 e para as subclasses Baixa Renda do subgrupo B1, a modalidade tarifária branca é caracterizada por tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica, de acordo com as horas de utilização do dia.
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4 – Classe de Tensão

Refere-se à voltagem disponibilizada pelo sistema elétrico. Possui valores padronizados correspondentes aos subgrupos, dos dois grandes grupos A e B, de modalidade tarifária.

5- Classe de Consumo

As classes de consumo são representadas pelas diversas classes aplicadas a cada tipo de consumidor, conforme a Resolução Normativa ANEEL n. 414/2010.

6 – Consumo ponta

Período composto por 3 (três) horas diárias consecutivas definidas pela distribuidora, com exceção para sábados, domingos, terça-feira de carnaval, sexta-feira da Paixão, Corpus Christi, e os seguintes feriados segundo a Redação dada pela REN ANEEL 418, de 23.11.2010. Destaca-se um aumento no valor da tarifa de energia, alcançando cerca de três vezes o valor da tarifa cobrada nas demais horas do dia. Um exemplo comum de intervalo de consumo ponta é o período entre as 18:00 às 21:00.

7 – Consumo fora ponta

Refere-se ao período em que o consumo de energia elétrica está mais baixo, composto pelo conjunto das horas diárias consecutivas e complementares àquelas definidas no horário de ponta. Neste caso, o valor da tarifa de energia não sofre acréscimos, o período estimula a economia de energia e garante um maior aproveitamento da capacidade das linhas de transmissão. Um exemplo comum de intervalo de consumo fora ponta é o período das 00:00 às 17:59 e das 21:30 às 23:59.

8 – Demanda contratada

É a demanda de potência ativa disponibilizada pela distribuidora, conforme valor e período de vigência fixados em contrato, expressa em quilowatts (kW). O valor de demanda contratada é definido pelo consumidor junto a distribuidora, conforme sua previsão de consumo. Caso sua demanda contratada seja superior ao seu consumo, você pagará por algo que não utiliza e, se for insuficiente, pagará a ultrapassagem como um valor extra na tarifa. Para evitar esses custos, recomenda-se verificar, mês a mês, a demanda contratada e o consumo de energia efetivo.

09 – Demanda de ultrapassagem

Parcela da demanda medida que ultrapassa o valor da demanda contratada. Esse excedente será cobrado na tarifa como um valor extra.

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