Por Redação em 19/05/2021

Os fabricantes de equipamentos da chamada linha amarela de construção – onde estão incluídas escavadeiras, pás carregadeiras, retroescavadeiras, tratores de esteiras e outras máquinas móveis pesadas – avançam na adoção de combustíveis menos poluentes que óleo diesel. É o caso da inglesa JCB, que anunciou recentemente o lançamento da retroescavadeiras 3DX Dual Fuel, movida a gás natural veicular (GNV).

O anuncio foi feito na Rússia, durante o 9º Fórum Internacional de Gás de São Petersburgo, conforme noticiou o site InfraROI, mas a novidade já é produzida na Índia desde o final de 2020, com tanques de GNV montados sobre o teto das cabine do equipamentos.

Segundo a JCB, o GNV emite menos óxido de nitrogênio (NOx), gás carbônico CO2 e material particulado que o diesel. A fabricante de equipamentos de construção relata que, dependendo do modo de operação, as reduções de emissões chegam a 50% quando o motor é alimentado com uma proporção misturada de diesel e GNV.

Considerando a dificuldade de abastecimento desses equipamentos na operação de lugares ermos, como fazendas, obras de infraestrutura e minerações, a retroescavadeira também aceita a utilização de 100% de diesel como combustível. “A JCB entende que sustentabilidade não é uma tendência ou um modismo, mas sim um conceito que precisa ser aplicado em todos os setores da sociedade já nesta época em que vivemos, inclusive na construção civil e no agronegócio”, diz José Luis Gonçalves, presidente da JCB para o Brasil e América Latina.

Inovação energética vai de baterias a biometano

Outra que apostou na inovação energética para retroescavadeiras foi a Case Construction, empresa do grupo italiano FTP. Desde meados do ano passado ela demonstra ao mercado o modelo 580EV, com propulsão totalmente elétrica por meio de baterias de íon de lítio.

Pertencente ao projeto denominado como “Zeus” pela marca, essa retroescavadeira promete ter a mesma potência e desempenho dos concorrentes a diesel, podendo até ser mais efetivas em algumas situações, lembrando que as retroesvadeiras são equipamentos de operação versátil e, portanto, sujeitas a ciclos variados de utilização. “Em marcha lenta baixa, por exemplo, um motor diesel tem o torque reduzido e exige tempo para que ele acelere para atender às demandas de carga. Os motores elétricos, por outro lado, têm torque instantâneo e pico de torque disponível a cada velocidade de operação”, compara Eric Zieser, diretor global da linha de equipamentos compactos da Case Constructions.

A 580EV é alimentada por uma bateria de íon de lítio de 480 V e 90 kWh, que pode ser carregada através de qualquer conexão trifásica ou de 220 V.

Está é a segunda máquina de propulsão menos poluente apresentada pela Case, que lançou o “Projeto Tetra” (conceito em pá carregadeira movida a biometano) em 2019.

O biometano também é a aposta de combustível limpo da New Holland Agriculture – empresa do mesmo grupo empresarial da Case Construction. A companhia demonstra no Brasil o trator agrícola conceito T6 há alguns anos e defende que esse tipo de energia pode neutralizar a emissão de gás carbônico à medida que as próprias fazendas podem produzir a energia que precisam para realizar as suas operações.