Por Redação em 23/04/2021

Alinhado ao propósito de acelerar a transição energética para uma economia neutra em carbono, o plano de investimentos da ENGIE no Brasil segue priorizando a geração de energia a partir de fontes renováveis. Além de iniciar a operação do Conjunto Eólico Campo Largo 2, na Bahia, a empresa agora prepara a implantação de mais um empreendimento no Nordeste, também viabilizado por meio de contratos firmados com consumidores livres.  

Localizado no Rio Grande do Norte, o Conjunto Eólico Santo Agostinho terá suas obras iniciadas no segundo semestre deste ano. O Conjunto é composto por 24 parques eólicos, os quais, somados, terão capacidade instalada total de aproximadamente 800 MW. A primeira fase do projeto deve ter sua implantação concluída até 2023, já agregando 434 MW à capacidade instalada da ENGIE, com geração dedicada ao Mercado Livre de Energia. 

Fontes renováveis no Conjunto Eólico Santo Agostinho

No início deste ano, a ENGIE assinou o contrato de fornecimento dos aerogeradores, um passo importante para o início da implantação. A primeira fase do projeto contempla a instalação de 70 aerogeradores, com cerca de 115 metros de altura, o equivalente a um prédio de 30 andares.  Com investimento da ordem de R$ 2,2 bilhões, as obras devem gerar cerca de mil empregos na região. 

Todos os parques estão situados nos municípios de Lajes e Pedro Avelino, a aproximadamente 120 quilômetros de Natal. Somando cerca de 20 mil habitantes, os municípios apresentam Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,626 e 0,583, respectivamente – abaixo da média nacional, que é de 0,727, conforme dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) relativos a 2010. 

“Contribuir com a melhoria da qualidade de vida dessas comunidades e com a conservação ambiental da região é um compromisso da ENGIE que se reflete em todo o projeto – antes, durante e após a implantação. Passamos a fazer parte da comunidade e, junto dela, a trabalhar pelo desenvolvimento sustentável da região”. 

Marcio Neves, diretor de Implantação da ENGIE Brasil. 

Recordes no Nordeste  

Conforme o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o Nordeste tem registrado marcas históricas na geração de energia eólica. No último dia 8, por exemplo, a geração média foi de 9.257 MW médios, o que equivale a 80,9% de toda eletricidade consumida na região.  

Ao todo, a ENGIE já opera quatro empreendimentos eólicos na região: os Conjuntos Eólicos Umburanas e Campo Largo (1 e 2), na Bahia, o Conjunto Eólico Trairi, no Ceará. Ao todo, a empresa soma 1.262,8 MW de capacidade instalada em energia eólica. Cerca de 90% da capacidade instalada da ENGIE no Brasil para geração de eletricidade é de fontes limpas e renováveis: eólica, solar, biomassa e hidrelétrica. 

Responsabilidade socioambiental

Ao longo da implantação do Conjunto Eólico Santo Agostinho, a ENGIE desenvolverá 15 Programas Socioambientais, previstos no processo de licenciamento ambiental. Entre as ações previstas nesses programas estão o resgate e monitoramento de flora e fauna, o controle de erosão, o gerenciamento de resíduos, a recuperação de áreas degradadas e a gestão do patrimônio arqueológico. No âmbito social, destaque para as atividades de comunicação e educação ambiental na comunidade, além de capacitação profissional.  

 

Aos Programas previstos no processo de licenciamento, a ENGIE agregará investimentos, de caráter voluntário, em projetos socioambientais que beneficiem a comunidade. Na região de Umburanas e Campo Largo, na Bahia, onde foram instalados os Conjuntos Eólicos mais recentes da empresa, o investimento em ações socioambientais chegou a R$ 17 milhões, somente no período de implantação.