Por Redação em 02/02/2021

A geração de energia renovável deve crescer quase 7% em 2020. De acordo com a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency – IEA), contratos de longo prazo, acesso prioritário à rede e a instalação de novas usinas estão sustentando o forte crescimento da produção de energia renovável.

Segundo a IEA, a baixa demanda de energia combinada com um aumento na oferta proveniente de fontes renováveis acelerou a redução do consumo da energia de fontes como o carvão, gás e energia nuclear.

De acordo com o relatório, a geração a carvão deverá cair cerca de 5% em 2020, a maior queda já registrada. A geração de energia nuclear deverá diminuir cerca de 4% em 2020. Já a geração de energia a partir do gás natural deve cair 2%, sendo o impacto negativo amortecido pelos preços mais baixos do insumo.

As emissões de CO2 relacionadas à geração de eletricidade devem cair 5% em 2020, um declínio muito maior do que o declínio previsto anteriormente.

Os dados foram divulgados em dezembro, no primeiro relatório da agência para o mercado de eletricidade.

Demanda global de energia elétrica em 2020 deve cair cerca de 2%

De acordo com o relatório, a demanda global de eletricidade em 2020 deve cair cerca de 2%, o maior declínio anual desde meados do século 20 e o maior desde a crise financeira global, que resultou em uma queda na demanda de eletricidade de 0,6% em 2009.

A queda é resultado da pandemia de Covid-19 e de seu impacto na atividade econômica, com a redução do PIB global em 4,4% em 2020. Segundo a agência, em 2020, a China será a única grande economia a ver uma demanda maior de eletricidade. No entanto, o crescimento projetado da demanda, de cerca de 2%, ainda é significativamente abaixo da média em 2015 de 6,5%.

A agência espera que, após o choque de 2020, ocorra uma “recuperação modesta em 2021”. “Com a recuperação da economia global, a demanda global de eletricidade deverá crescer cerca de 3%”, diz o relatório. “Uma recuperação bastante baixa em comparação com 2010, o ano seguinte à crise financeira global, quando a demanda de eletricidade cresceu 7,2%”.

Segundo a IEA, o aumento na demanda deve ser impulsionado por economias emergentes e em desenvolvimento, especialmente China e Índia.