Por Redação em 17/02/2021

De acordo com o Plano Nacional de Energia 2050 (PNE 2050), elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a geração distribuída solar deve alcançar entre 28 GW a 50 GW de potência instalada em 2050.

Para chegar a essa previsão, o relatório considerou a revisão do mecanismo de compensação para microgeração e minigeração distribuída (MMGD) no início da década de 2020, com aplicação de tarifa binômia para novos micro e minigeradores, e determinantes econômicos, como o crescimento da renda das famílias e a perspectiva de queda dos custos das tecnologias.

“O desafio para os próximos anos é criar condições que estimulem a difusão da geração distribuída em locais que tragam maior valor ao sistema, e que ao mesmo tempo não onerem outros consumidores e que não prejudiquem as atividades da distribuidora”, afirmam especialistas da EPE.

Crescimento não só na na geração distribuída solar

Já com relação à geração centralizada (GC), o PNE 2050 aponta que a fonte solar fotovoltaica atingirá algo entre 27 GW a 90 GW em termos de capacidade instalada e entre 8 GW a 26 GW médios em termos de energia em 2050. Assim, devido à sua crescente importância na matriz elétrica no horizonte, a geração solar centralizada terá em torno de 5% a 16% da capacidade total ou de 4% a 12% em termos de energia total em 30 anos, sem contar a parcela de GD.

De acordo com o documento, a potência total de geração distribuída em 2050 pode ser ainda superior a 100 GW se considerados alguns casos especiais como: em substituição à expansão da eólica ou quando a expansão da transmissão estiver limitada.