Por Redação em 19/07/2021

O convívio harmonioso e transparente com as comunidades das regiões onde está inserida, além do respeito ao meio ambiente, é uma premissa básica em todas as operações da ENGIE. Em 2020, no que diz respeito aos usos dos reservatórios e seu entorno, houve avanços no Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno do Reservatório (Pacuera) da Usina Hidrelétrica Cana Brava, em Goiás, e a aprovação, pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Pacuera da Usina Hidrelétrica Itá, em Santa Catarina.

Além do atendimento a requisitos legais/condicionantes das suas licenças ambientais de operação, a companhia desenvolve uma série de iniciativas de caráter voluntário, com foco na conservação dos recursos naturais e na minimização de impactos ao meio ambiente e às comunidades onde está inserida.

Hortos e conservação de nascentes são exemplos das boas práticas

Exemplos disso são os programas de Conservação de Nascentes, que ao longo de mais de dez anos de vigência já protegeu 2.040 nascentes, sendo 133 delas somente em 2020. Também houve a manutenção de Hortos Florestais, nos quais plantas nativas de cada região são cultivadas e suas mudas distribuídas à comunidade.

A capacidade anual dos hortos é de mais de 692 mil mudas, e mais de 5,5 milhões delas foram doadas e plantadas até 2020. Assim, além de garantir a preservação do ecossistema, a ação também envolve a educação ambiental da população que vive nas regiões próximas às usinas. De acordo com a engenheira ambiental Grasiela Cardoso, coordenadora de processos ambientais da ENGIE, mais de 1 milhão de pessoas foram atendidas pelo Programa de Visitas e Educação Ambiental até 2020.

Ela destaca que todos os empreendimentos, tanto nas fases de implantação quanto de operação, são submetidos a avaliações rigorosas quanto aos impactos socioambientais. Essas análises são amparadas por estudos aprofundados, conduzidos por especialistas em cada tema, e devidamente validados pelos órgãos ambientais competentes — um pré-requisito para obtenção e manutenção das licenças exigidas.

Usina-Hidreletrica-Cana-Brava

Indicadores de desempenho

Para que os objetivos e metas ambientais sejam alcançados, diversos indicadores de desempenho e conformidade são regularmente monitorados por meio do Sistema Integrado de Gestão (SIG), tais como emissões de gases de efeito estufa, gestão da água e efluentes, resíduos e manejo da fauna e flora. As metas são anuais e consideram os aspectos mais relevantes em relação a impactos e uso de recursos.

Recursos hídricos

A manutenção da qualidade da água e o consumo racional são metas contínuas da gestão ambiental. Nas áreas de influência das hidrelétricas, as ações de conservação envolvem o uso múltiplo do reservatório, disciplinado pela ENGIE a partir do Pacuera, instrumento previsto pela legislação para minimizar impactos negativos das atividades diversas desenvolvidas na região dos empreendimentos.

Em 2020, considerando todas as fontes de captação, o volume total de água utilizado nas operações foi de 459,3 mil ML, o que representa 7,3% em relação ao ano anterior. Em relação ao consumo de água, foram utilizados 9,7 mil ML (+14%) no mesmo período. A elevação decorre do início da operação da Usina Termelétrica Pampa Sul, inaugurada no segundo semestre de 2019.

Segundo Grasiela, as termelétricas consomem maior quantidade de água, em função da necessidade de vapor e outros processos industriais. “Já nas hidrelétricas, o uso mais significativo se dá no sistema de resfriamento das unidades geradoras. Porém, a água utilizada no processo apenas passa pelo sistema e retorna ao seu curso natural, com as mesmas características que foi captada”, diz, concluindo que a qualidade da água descartada pela Companhia também é acompanhada de forma contínua, por meio de análises físico-químicas e biológicas.