Por Redação em 15/02/2021

De acordo com estudo da agência de classificação de risco S&P Global Ratings, a utilização do hidrogênio verde como combustível pode impulsionar a transição energética. O estudo menciona relatório do Hydrogen Council que sugere que o hidrogênio pode representar 15% do fornecimento global de energia primária até 2050.

Segundo a agência, o hidrogênio pode oferecer uma solução de armazenamento de longo prazo para lidar com a sazonalidade e a disponibilidade intermitente de energia renovável e, no longo prazo, pode resolver problemas como as flutuações no suprimento de energia primária e no transporte de energia por longas distâncias.

O estudo, no entanto, aponta que a agenda do hidrogênio enfrenta muitos obstáculos. “O aumento do apoio às políticas de incentivo às fontes de energia renováveis gerou um interesse maior no hidrogênio. No entanto, a transição para a energia de hidrogênio é cara”, diz o estudo.

Hidrogênio verde com custo competitivo será desafiante

Para a agência, fornecer hidrogênio com custo competitivo suficiente não será fácil. “O enorme custo de produção é do hidrogênio um obstáculo potencial”, afirma o estudo da S&P. De acordo com a S&P, quedas nos custos de produção seriam possíveis a partir de 2030, quando uma economia verdadeiramente baseada em hidrogênio estaria verdadeiramente ao alcance do mundo.

No entanto, isso exigiria uma política coordenada, menores custos de produção e crescimento maciço de energias renováveis.

“O desenvolvimento dos mercados de hidrogênio será, em primeiro lugar, influenciado por futuras escolhas políticas. Governos e mercados precisam trabalhar em conjunto”, conclui o estudo.

Para a agência, é mais provável que o desenvolvimento de hidrogênio nesta década seja voltado para a produção de veículos de transporte comercial, “supondo que os custos das células de combustível diminuam “.

“Vemos o hidrogênio desempenhando um papel cada vez mais importante como alternativa aos veículos comerciais com motor de combustão interna, notadamente os caminhões pesados, nesta década”, diz o estudo.