Por Redação em 24/04/2020

Contexto

Soluções em iluminação pública inteligente podem melhorar a vida dos cidadãos e reduzir os custos operacionais de energia, porém os recursos públicos escassos e  a falta de informação  dos gestores são as principais barreiras

São Paulo, Florianópolis e Joinville são algumas cidades brasileiras que buscaram melhorar a eficiência energética com a instalação de sistemas de iluminação pública inteligente.

Entre as principais vantagens estão a economia de energia e o aumento da segurança das vias públicas, a partir da substituição das lâmpadas tradicionais por  LED.

“Um bom planejamento de iluminação, com luminárias LED, pode reduzir em até 50% do consumo de energia. Quando agregamos a possibilidade de diminuir a intensidade da iluminação das vias em período de menor fluxo, a economia pode aumentar”, disse Carlos Carvalho, consultor da Arcadis.

O uso de recursos tecnológicos como sistemas de telegestão permite reduzir ainda mais o consumo pelo controle e monitoramento da iluminação. Pode-se efetuar um monitoramento remoto, ligar ou desligar as luminárias, ajustar a intensidade da luz, conforme a necessidade, monitorar o consumo de energia em cada ponto e até identificar se a lâmpada está no final da vida útil.

Segundo Carvalho, é muito comum encontrar ruas excessivamente iluminadas, que vão muito além dos parâmetros normativos, o que constitui desperdício e aumento de custos de energia para os cidadãos.

A implementação de uma gestão eficiente de energia nas cidades, de acordo com Carvalho, passa pela contratação de uma empresa ou consultoria, com expertise em sistemas de energia e processos informatizados. A empresa além de ser responsável pela análise do parque de iluminação, também fará a implementação do projeto, com instalação, suprimento, monitoramento e controle dos resultados.

Fatores que impedem expansão 

Uma das principais barreiras no Brasil para expandir o conceito de gestão eficiente de iluminação pública é a escassez de recursos destinados à iluminação e a falta de gestores qualificados que tenham conhecimento sobre o assunto. “Na maioria dos municípios, a taxa de custeio de iluminação é insuficiente, quando muito é destinada à manutenção. Outro fator é a falta de formação especializada, com gestores mais qualificados para gerenciamento do parque de iluminação, com busca de soluções por meio das parcerias público-privadas”, destacou.

1,5 milhão de pontos de iluminação

A ENGIE Brasil, em outubro de 2018, adquiriu a Sadenco, companhia especializada em operação de redes de iluminação, passando a integrar a iluminação inteligente em seu portfólio de soluções.

Maurício Bähr, CEO da ENGIE Brasil, destaca que a rede de iluminação é o sistema neural de uma cidade, pois nela é possível ‘embarcar’ outras soluções, como câmeras de segurança, serviços de internet, entre outras.
Além disso, a oferta de soluções diretamente para as prefeituras está em linha com a descentralização, apoiando a gestão pública no processo de transição energética.

Atualmente, a ENGIE opera mais de 1,5 milhão de pontos de iluminação pública no país. A parceria mais recente foi concluída em 11 de novembro, quando a empresa venceu o  leilão de Parceria Público-Privada (PPP) de iluminação pública de Uberlândia (MG).

O contrato, de 20 anos, prevê a substituição de 87 mil pontos de iluminação por lâmpadas LEDs, podendo resultar em economia em torno de 50%. A ENGIE deverá responder pela modernização, expansão, operação e manutenção da infraestrutura da rede de iluminação.

“Esta conquista reforça nosso posicionamento para promover o desenvolvimento de cidades mais inteligentes, humanas, eficientes e sustentáveis e está alinhada à estratégia global do Grupo de ser líder em transição energética para uma economia de baixo carbono”, disse Leonardo Serpa, diretor-presidente de Soluções da ENGIE Brasil.

Fonte renovável

Também em Minas Gerais, a ENGIE fortaleceu sua atuação como player gerador de energia limpa e renovável por meio da Usina Hidrelétrica Miranda, situada no município de Indianópolis (MG).

A operação, iniciada em 1998, foi incorporada ao parque gerador da ENGIE em 2017, em leilão do Governo Federal, juntamente com a Usina Hidrelétrica de Jaguara.

Com capacidade instalada de 408 MW, a Usina Hidrelétrica Miranda tem concessão até 2047, e representa uma conquista importante da ENGIE por ampliar sua atuação na Região Sudeste do país.

Cidade inteligentes

Trabalhando junto com a população, gestores públicos, parceiros técnicos e financeiros, a ENGIE oferece ferramentas e serviços que transformam as cidades, tornando-as mais sustentáveis, atrativas e resilientes. Desse modo, a empresa atua em conjunto para conquistar o bem-estar e segurança da população, economizar energia e preservar o patrimônio ambiental, cultural e histórico dos municípios por meio de soluções inovadoras e eficazes para a construção de “smart cities”.

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