Por Redação em 07/04/2021

Cada vez mais presente entre as práticas de gestão sustentável, a elaboração de Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) permite identificar as fontes de emissão das diferentes atividades de uma empresa – e quantificá-las. Quando realizado de forma periódica – com frequência anual, por exemplo – se torna uma importante ferramenta de gestão, abrindo espaço para ações que visem reduzir ou compensar emissões.  

A metodologia mais utilizada para quantificar as emissões tem origem no Greenhouse Gas Protocol (GHG Protocol) – Protocolo de Gases de Efeito Estufa em português –desenvolvido no final da década de 1990, nos Estados Unidos, e hoje aplicado globalmente para a identificação e o gerenciamento de emissões – em padrão compatível as determinações do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC). No Brasil, a adoção do método se dá de forma adaptada ao contexto nacional, a partir das recomendações do Programa Brasileiro GHG Protocol, que busca estimular a cultura corporativa para a elaboração e publicação de inventários.  

Além de estabelecer diretrizes  para a elaboração do Inventário, o GHG Protocol indica os Gases do Efeito Estufa que devem ser mensurados e reportados, com base em cinco princípios fundamentais: relevância, integralidade, consistência, transparência e exatidão. A metodologia também prevê os chamados “limites do inventário”, orientando a classificar as emissões conforme limites geográficos, administrativos ou operacionais. O Programa Brasileiro GHG Protocol sugere duas abordagens para consolidação dos limites organizacionais: controle operacional e participação societária.  

Assim, inventários elaborados com base na participação societária devem incluir as fontes que a empresa inventariante possui, integral ou parcialmente, de acordo com sua participação no negócio. Quando o limite se dá por controle operacional, as empresas devem incluir no inventário 100% das emissões de fontes que estejam sob o seu controle – e nenhuma das emissões de fontes que não controla diretamente, independentemente de sua participação societária na fonte. 

Nesse último caso, as fontes de emissão identificadas são classificadas como diretas ou indiretas, distribuídas conforme os seguintes escopos:  

– Escopo 1:Emissões diretas de GEE provenientes de fontes que pertencem ou são controladas pela organização. A quantificação das emissões de Escopo 1 é considerada obrigatória pelo GHG Protocol.  

– Escopo 2: Emissões indiretas de GEE provenientes da aquisição de energia elétrica da rede ou de vapor, com quantificação também obrigatória conforme o GHG Protocol. 

– Escopo 3: São as outras emissões indiretas que ocorrem ao longo da cadeia de valor, como as provenientes da extração e produção de matérias-primas, do transporte de funcionários, das emissões relativas ao uso final dos produtos e de viagens de colaboradores, entre outras.  

Soluções para avançar 

Feito o Inventário, as empresas podem desenvolver ações com foco em melhoria do desempenho ambiental. Caso o objetivo seja reduzir emissões, as ações passam por ampliar a eficiência energética e dar preferência a fontes renováveis de energia. Outra possibilidade é atuar na compensação, a partir de projetos desenvolvidos externa ou internamente. O plantio de árvores e a utilização de créditos de carbono estão entre as formas mais usuais de compensação.  

Comprometida com a descarbonização não apenas das próprias operações, mas também das atividades de seus clientes e fornecedores, a ENGIE oferece soluções para compensação e redução de emissões de carbono – Certificados de Energia Renovável (I-REC), os Contratos de Energia Renovável (ENGIE-REC) e os Créditos de Carbono. Quer saber mais? Conheça as soluções renováveis da ENGIE.