Por Redação em 22/03/2021

Habilidades como a capacidade de motivar e inspirar os colaboradores, maior facilidade de construção de relacionamentos e comunicação mais efetiva são algumas das competências que tornam a liderança feminina mais eficiente em momentos de crise. Com esse perfil, as mulheres conseguem maior engajamento das equipes, o que se reflete em melhores resultados corporativos. 

Essa é a conclusão do estudo “Mulheres São Melhores Líderes Durante a Crise”, elaborado por Jack Zenger e Joseph Folkman, respectivamente CEO e presidente da consultoria de desenvolvimento de liderança Zenger Folkman. A pesquisa, publicada em um artigo na Harvard Business Review, foi feita entre os meses de março e junho de 2020, na fase inicial da Covid-19, que afetou o desempenho das empresas de diversas maneiras. 

Confira detalhes sobre o estudo

Os pesquisadores partiram do pressuposto que as mulheres teriam mais flexibilidade e habilidade para conduzir relacionamentos, o que resultaria em maior eficiência em situações em que assumem a posição de liderança. 

Em seu estudo, Zenger e Folkman destacam que, durante a pandemia, uma pesquisa mostrou que os resultados relacionados à doença, incluindo o número de casos e mortes, eram sistematicamente melhores em países conduzidos por mulheres. Outro trabalho apontou que nos estados americanos onde havia líderes femininas, as taxas de mortalidade foram mais baixas.

Esses resultados os motivaram a pesquisar mais sobre o desempenho das mulheres em cargos de liderança. Assim, eles avaliaram 454 homens e 366 mulheres, entre março e junho do ano passado,  usando os critérios do método de 360 graus de Líder Extraordinário, desenvolvido pela Zenger. 

Nas avaliações gerais, mais uma vez as mulheres se classificaram como líderes mais eficazes. Comparando a diferença dos resultados de uma pesquisa realizada pela empresa em 2019, as mulheres tiveram melhor performance durante a pandemia. Assim, foi possível constatar que a liderança feminina teve um melhor desempenho durante um período desafiador.

Cada líder avaliado também recebeu uma pontuação relativa ao engajamento dos colaboradores, indicando o nível de motivação e satisfação. Com lideranças femininas, o resultado foi de 55,2%, enquanto com as masculinas, 49,2%.

Por que a liderança feminina melhora o engajamento?

De acordo com o método de pesquisa utilizado, as mulheres foram melhor classificadas em 13 das 19 competências gerais de liderança. Elas se sobressaíram, principalmente, por habilidades como colaboração, trabalho em equipe e motivação. 

O estudo demonstrou que no período de adaptação à pandemia, as mulheres expressaram maior conscientização e preocupação sobre os medos e inseguranças dos colaboradores. Além disso, transmitiram mais confiança em planos e estratégias. O resultado da pesquisa mostra o quanto é importante que as empresas estimulem a diversidade de gênero, especialmente em posições-chave

Cada vez mais, características como flexibilidade, capacidade de inspirar as pessoas e gestão colaborativa fazem diferença para o desempenho corporativo. No passado, os líderes eram centralizadores e donos das decisões; hoje, organizações de sucesso apoiam a criatividade individual, o desenvolvimento de capacidades e o reconhecimento. 

Ou seja, as habilidades socioemocionais são ferramentas que melhoram os relacionamentos nas organizações. Com isso, todos se sentem como uma engrenagem importante para que os resultados sejam alcançados. Como essas características normalmente são atribuídas às mulheres, a liderança feminina vem, de fato, se destacando nos mais diferentes setores e cenários.