Por Redação em 26/02/2021

O aumento da demanda por energia é uma das macrotendências mundiais para 2030. A avaliação está em um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Além de apontar movimentos que devemos esperar nos próximos anos, o documento também indica as oportunidades que eles representam para o Brasil.

Com respeito à maior demanda por energia, o estudo projeta crescimento dos smart grids — as redes inteligentes de energia. A expectativa é que esse mercado valha US$ 65 bilhões já em 2022.

Além disso, aponta também o avanço dos consumidores que são, ao mesmo tempo, produtores de energia. Nesse cenário, também serão necessários investimentos públicos em infraestrutura energética, aponta a Fiesp. O documento cita a geração de energia renovável, mas não exclui as não renováveis.

As mudanças também vão aumentar a importância do armazenamento de energia. Desse modo, a Fiesp espera que o mercado de baterias e capacitores alcance os US$ 400 bilhões. Também devem surgir formas alternativas para guardar energia, substituindo o lítio.

Conforme o estudo, o país tem um “dos maiores potenciais energéticos em fontes renováveis do mundo, principalmente, hidrelétrica”. Além disso, tem potencial para produzir os equipamentos para geração e distribuição dessa energia, e tecnologia para fontes alternativas ao petróleo.

energia solar

Macrotendências para 2030 incluem mudança na produção

Por fim, sustenta que o país pode adotar com mais intensidade a energia solar, ainda pouco presente na matriz brasileira. Nesse caso, a queda dos custos dessa tecnologia pode ajudar nesse movimento.

Outra das macrotendências para 2030 é a mudança no padrão de produção. De acordo com a Fiesp, vai aumentar, cada vez mais, a importância da eficiência energética e da diminuição de emissões. Para a Federação, o crescimento econômico vai exigir maior consumo, portanto, a eficiência é necessária para não comprometer o meio ambiente.

Desse modo, a produção industrial vai ficar mais limpa, e restrições comerciais vão estimular a criação de tecnologias não poluentes. Assim, haverá maior procura por novas tecnologias de controle ambiental.

De acordo com a Fiesp, essa tendência difere das outras por ter características mais horizontais. Ou seja, vários setores entram nessa projeção.

Megacidades e big data

A Fiesp também projeta uma maior urbanização com o surgimento de megacidades. Esse movimento deve impulsionar as smart cities, ou cidades inteligentes, com sistemas integrando transporte, energia, saneamento etc. Espera-se, assim, que haja crescimento, por exemplo, do uso de big data na gestão do trânsito, do transporte público interconectado e do uso de veículos elétricos.

E, para o Brasil, uma das oportunidades é usar o big data para organizar o tráfego. O documento acrescenta que rodovias e ferrovias também precisão se adaptar.

As outras macrotendências são intensificação da demanda por alimentos, expansão do entretenimento e turismo, infraestrutura moderna e competitiva, envelhecimento da população e aumento das tensões geopolíticas.