Por Redação em 04/12/2020

Uma pesquisa mostrou o maior interesse da população no uso de eletricidade em veículos. De acordo com o estudo, 92% dos brasileiros quer que o transporte público seja elétrico. Também aumentou a possibilidade de essas pessoas comprarem um carro elétrico.

O levantamento é da Ideia Big Data, a pedido do Instituto Clima e Sociedade (iCS). A apresentação do resultado aconteceu durante a 1ª Conferência da Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica (PNME).

Além disso, a maioria dos brasileiros defende que o “transporte público deve ser qualificado, além de ter a percepção de que a transição energética é mais sustentável do que veículos a diesel”, diz o site da PNME.

Transporte público é grande fonte de emissões na América Latina

Optar pelo transporte público pode ser bastante benéfico, especialmente na América Latina. Segundo relatório da ZEBRA – iniciativa da C40, organização que reúne 40 das maiores cidades do mundo e conta com a participação da ENGIE-, o transporte público sobre rodas responde por mais da metade das emissões locais nas grandes cidades da região. E isso causa não só prejuízos ao meio ambiente, mas reflete também na saúde e na economia.

Marcel Martin, coordenador do portfólio de Transportes no iCS, foi quem apresentou os resultados da pesquisa sobre mobilidade. Ele destacou que a possibilidade de comprar um carro elétrico aumentou entre os participantes da pesquisa. Na edição anterior, em 2017, essa chance era de 46%, mas agora passou para 71%.

“A percepção da população em comprar um carro elétrico está se tornando uma realidade. Há um desejo e as pessoas entendem que é um caminho”, disse Martin.

Transporte elétrico é chave para Brasil cumprir meta de emissões

Além disso, a pesquisa do iCS indica um aumento da conscientização dos brasileiros sobre as consequências do uso de combustíveis fósseis. Isso porque, segundo o estudo, o número de pessoas que veem o uso de combustíveis derivados de petróleo como muito negativo para a qualidade do ar mais do que dobrou (de 11% em 2017 para 25% este ano). Enquanto aqueles que identificam as consequências negativas nas mudanças climáticas quase dobrou (13% em 2017 para 25% em 2020).

A PNME defende, ainda, que a mobilidade elétrica é fundamental para que o Brasil cumpra sua meta de redução de emissões. O país quer diminuir em 43% seus gases do efeito estufa até 2030. O Brasil firmou este objetivo em 2016, ao assinar o Acordo de Paris.

Cidade inteligentes

Trabalhando junto com a população, gestores públicos, parceiros técnicos e financeiros, a ENGIE oferece ferramentas e serviços que transformam as cidades, tornando-as mais sustentáveis, atrativas e resilientes. Desse modo, a empresa atua em conjunto para conquistar o bem-estar e segurança da população, economizar energia e preservar o patrimônio ambiental, cultural e histórico dos municípios por meio de soluções inovadoras e eficazes para a construção de “smart cities”.

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