Por Redação em 21/07/2021

O Museu do Amanhã escolheu em maio um grupo de 30 meninas, entre 10 e 16 anos, de diferentes realidades socioeconômicas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, para participarem do Projeto Menina de 10 anos. Entre junho e outubro, as garotas participam de projetos e planejamento de ações com temas relacionados à emergências climáticas, com a tutoria de educadores, cientistas e especialistas parceiros. Em novembro, o resultado do trabalho será apresentado à sociedade.

A proposta, que em 2021 conta com o patrocínio da ENGIE, é estimular o pensamento crítico e o empoderamento feminino das meninas nessa faixa etária, mostrando às participantes a importância das mulheres na ciência. De acordo com  a edição mais recente do relatório Situação da População Mundial, elaborado pelo Fundo de População da Organização das Nações Unidas (UNFPA), os investimentos em capacitação e a proteção das meninas são essenciais nas políticas de desenvolvimento social e econômico dos países, assim como nas ações de defesa dos direitos humanos.

Por que 10 anos?

A iniciativa envolve meninas entre 10 e 16 anos, idade em que entram na puberdade e quando, em inúmeros casos, passam a sofrer discriminação de gênero e perceber a vulnerabilidade da população feminina. Muitas delas deixam de estudar para cuidar da família, passam pela maternidade precoce e comprometem sua educação e desenvolvimento por questões socioeconômicas.

O relatório da UNFPA destaca que meninas devidamente escolarizadas, que têm sua saúde preservada e seus direitos respeitados, conseguem triplicar a renda e produtividade ao longo da vida, contribuindo de forma mais expressiva para o desenvolvimento de seus países. A projeção é que, ao longo dos próximos 15 anos, os países em desenvolvimento possam somar mais US$ 21 bilhões em suas economias se investirem hoje no bem-estar, na educação e na autonomia das meninas de 10 anos.

Além disso, a escolha do tema do projeto (mudanças climáticas) está em conformidade com a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável. Afinal, as meninas de hoje serão as profissionais de amanhã, com um olhar de valorização da equidade de gênero na ciência.